Carlos Sainz teve a melhor classificação da temporada da Fórmula 1, mas sofreu um forte golpe ao ser punido e perder cinco posições no grid do GP do Azerbaijão da Fórmula 1. O motivo foi por não ter desacelerado o suficiente durante uma bandeira amarela no Q3.
O piloto da Williams fez o tempo de 1min44s566 para conseguir a nona colocação de saída em Baku. No entanto, os comissários alegaram que o espanhol não respeitou o pedido de diminuir a velocidade ao se aproximar de uma zona de bandeira amarela.
Com isso, despencou no pelotão e vai sair apenas da sétima fila, em 14º, desfazendo uma sessão onde conseguiu pela primeira vez em 2026 ir ao Q3 e superar o companheiro Alexander Albon.
Ainda, recebeu dois pontos em sua Super Licença, somando quatro nos 12 últimos meses.
“Bandeiras amarelas simples foram exibidas nos setores de fiscalização 4 e 5, particularmente após a Curva 2 e na aproximação da Curva 3. As indicações de bandeira amarela estavam claramente visíveis, e SAI também havia recebido um aviso via rádio da equipe: ‘Amarela à frente, tire o pé’. SAI confirmou na audiência que estava ciente da situação de bandeira amarela”, começou o comunicado.

“SAI explicou que pretendia demonstrar uma redução de velocidade ao longo de toda a área sob bandeira amarela. Ele afirmou que não considerava necessário reduzir a velocidade na reta e que, em vez disso, pretendia demonstrar sua reação ao se aproximar e sair da Curva 3. Ele considerou isso uma ‘redução geral’ que abrangia os setores amarelos consecutivos.”
“Ele explicou ainda que o carro que havia causado originalmente a bandeira amarela já não estava mais na área de escape e que ele esperava que as bandeiras amarelas fossem recolhidas. Os Comissários não aceitaram essa interpretação. Quando setores de fiscalização consecutivos estão sujeitos a condições de bandeira amarela, o piloto deve demonstrar uma reação significativa de redução de velocidade em cada setor individual sob bandeira amarela”, seguiu.
“Uma redução de velocidade em um setor subsequente não pode satisfazer retroativamente a exigência aplicável ao setor amarelo anterior. A obrigação também não depende da avaliação do próprio piloto sobre se o perigo original permanece presente em uma parte específica do setor amarelo”, continuou.
“A telemetria mostrou claramente que a reação de SAI à bandeira amarela ocorreu apenas no Setor de Fiscalização 5. Não houve redução significativa de velocidade no Setor de Fiscalização 4 que pudesse ser realisticamente atribuída a uma resposta à bandeira amarela.” De fato, SAI registrou seu tempo mais rápido da sessão no Setor de Sinalização 4.”
“Portanto, os Comissários não aceitaram que a redução de velocidade (alívio no acelerador) realizada posteriormente no Setor de Sinalização 5 constituísse uma resposta ‘global’ suficiente que abrangesse ambos os setores. Isso difere de casos em que a telemetria demonstra uma resposta significativa à bandeira amarela, mesmo que a redução do tempo total do setor seja relativamente pequena.”
“No caso em questão, SAI estava ciente da bandeira amarela, havia recebido um aviso explícito da equipe, as indicações de bandeira amarela estavam claramente visíveis e a telemetria comprovou que ele não demonstrou a reação exigida no Setor de Sinalização 4. Assim, os Comissários determinam que SAI não reduziu a velocidade de forma suficiente sob a Bandeira Amarela Simples no Setor de Sinalização 4″, encerrou.
