Carlos Sainz ainda não está convencido de que a Fórmula 1 poderá correr os GPs do Catar e de Abu Dhabi no final da temporada 2026, tudo por conta da guerra do Oriente Médio.
A categoria e a FIA ainda não bateram o martelo em definitivo sobre as duas últimas etapas do calendário, apesar de Mohammed Ben Sualyem, presidente da entidade, reforçar que as provas serão realizads.
Com uma solução longe de ser vista nos próximos tempos, Sainz, presidente da Associação de Pilotos de Corrida [GPDA], acredita que é difícil ter provas na região em um futuro próximo. “Eles parecem muito convencidos de que vai acontecer”, disse.

“Acho que, do meu lado pessoal, e não falando como GPDA, é muito difícil estar convencido agora porque ainda há muitas coisas acontecendo no Oriente Médio. E também há obviamente uma eleição nos EUA e coisas que vão acontecer no lado político que podem afetar forma muito repentina. Então, acho prematuro estar tão convencido”.
“Do jeito que está, iríamos ao Catar e a Abu Dhabi e, se a FIA e a F1 decidirem que isso ainda é seguro, acho que nós, como pilotos, temos que seguir o que eles disserem. Não é como se tivéssemos tantas informações internas quanto eles têm, então precisamos seguir a orientação deles e confiar na tomada de decisão deles”, continuou.
“Mas apenas do jeito que está, acho que o mundo pode mudar muito no próximo mês e meio. Então precisamos ser [reativos] a qualquer coisa que aconteça e não simplesmente ir porque queremos ir agora”, concluiu.
