Carlos Sainz admitiu que o início difícil da Williams na temporada 2026 da Fórmula 1 abalou sua confiança no projeto, mas afirmou que a reação da equipe diante dos problemas trouxe uma nova perspectiva para o futuro. Segundo o espanhol, a crise levou a mudanças importantes na estrutura e na mentalidade do time.
A Williams iniciou o ano longe das expectativas criadas após a forte campanha de 2025. O FW48 chegou atrasado e acima do peso ideal, comprometendo o desempenho da equipe, que esperava liderar a disputa do pelotão intermediário com os novos regulamentos. O contraste foi grande para um time que havia conquistado seus primeiros pódios em uma década na temporada anterior.
“Isso certamente testou minha fé. Quando você sai de uma situação em que conquistava pódios no fim do ano passado para estar onde estamos agora, 2s5 atrás do ritmo no início da temporada, é um grande teste de confiança. Foi um grande choque, e eu fui o primeiro a dizer ao James e à administração que aquilo não era o esperado. Tivemos conversas muito abertas e claras sobre onde as coisas começaram a dar errado”, disse.
“Fizemos uma análise muito profunda com alguns membros importantes da equipe e, quando entendemos onde tudo começou a dar errado, percebi rapidamente que isso poderia até ter feito bem ao time. Se não tivéssemos passado por esse obstáculo, algumas coisas talvez nunca tivessem mudado”, continuou.

Sainz elogiou a resposta liderada por James Vowles. “James e sua equipe tomaram medidas muito fortes para corrigir os problemas, eliminá-los do sistema e garantir que isso não aconteça novamente. Isso me fez recuperar muita fé e crença no projeto”, afirmou.
Apesar da decepção com 2026, o piloto acredita que o processo de reconstrução raramente acontece em linha reta. “Eu sempre esperava encontrar um obstáculo em algum momento. O caminho para a recuperação de uma equipe nunca é linear. Talvez não um obstáculo tão grande quanto o que enfrentamos no início do ano, mas acredito que ele impulsionou mudanças muito interessantes dentro da equipe, tanto na mentalidade quanto na forma de trabalhar, mudanças que eram necessárias.”
