George Russell deixou o GP do Azerbaijão de Fórmula 1, convencido de que a Mercedes pode voltar a disputar vitórias com frequência. O britânico encerrou um período difícil com uma atuação dominante em Baku e afirmou que recuperou a confiança no W17.
Russell largou da pole, liderou todas as 51 voltas e ainda registrou a volta mais rápida, completando seu primeiro ‘grand chelem’ na carreira. Max Verstappen terminou apenas 0,196 segundo atrás, enquanto o resultado, somado ao quinto lugar de Kimi Antonelli, reduziu para 66 pontos a diferença de Russell na classificação.
O triunfo também marcou uma mudança importante depois das dificuldades enfrentadas pelo piloto britânico, para adaptar seu estilo de pilotagem ao W17. Desde a pausa de agosto, Russell acumulou três pódios em quatro corridas e também venceu a corrida Sprint na Holanda, sequência que aumentou sua confiança no comportamento do carro.
“Tenho muito orgulho da resiliência que eu e meu grupo próximo de engenheiros demonstramos durante os períodos difíceis este ano”, afirmou Russell. Segundo ele, o trabalho para ajustar sua pilotagem ao novo carro, fez com que o comportamento do monoposto começasse a surgir de maneira mais natural.

Russell explicou que nunca deixou de acreditar que poderia recuperar o desempenho: “Eu nunca perdi a fé em mim mesmo. Mesmo nos momentos difíceis, sabia que havia uma razão para eu estar fora do ritmo. Não era como se eu simplesmente tivesse esquecido como pilotar, eu só precisava ser paciente”, disse ele.
A confiança aumentou a ponto de o piloto estabelecer uma meta clara para a sequência da temporada: “Estive na primeira fila em três corridas, três pódios nas quatro corridas. Sinto que agora posso lutar pela vitória semana após semana”, acrescentou.
Em Baku, Russell também precisou administrar uma situação inédita nesta temporada, uma relargada na liderança. Verstappen chegou a reduzir a diferença para apenas 0,196 segundo após a segunda relargada da corrida, mas o piloto da Mercedes explicou que estudou o momento certo para impedir um ataque: “Eu estava de olho nos meus espelhos para ver onde Max estava e esperei o momento em que a diferença ficou um pouco maior. Consegui quebrá-lo porque sabia que, se ele visse meia oportunidade, iria tentar por dentro”, encerrou Russell.
