George Russell saiu preocupado dos dois primeiros treinos livres para o GP da Hungria de Fórmula 1. Após as atividades dessa sexta-feira em Budapeste, o piloto da Mercedes afirmou que a Ferrari confirmou as expectativas da equipe ao demonstrar um desempenho superior no circuito húngaro.
A equipe italiana dominou o dia, com Charles Leclerc liderando o TL1 e Lewis Hamilton comandando o TL2. Russell terminou a segunda sessão na quinta posição, enquanto Lando Norris, melhor colocado entre os não pilotos da Ferrari, ficou cerca de meio segundo atrás do time italiano.
Segundo Russell, as características do Hungaroring favoreceram o SF-26. O traçado travado e com muitas curvas de baixa velocidade, aliado à menor influência da gestão de energia, contribuiu para o desempenho apresentado pela Ferrari ao longo do dia.
“Foi um dia bastante estranho para todos. Budapeste é uma pista incrível para pilotar, mas metade do circuito recebeu um novo asfalto. Está muito irregular, e em algumas das curvas finais o piso está começando a se desgastar, o que torna tudo bastante incomum”, afirmou.
O piloto da Mercedes destacou que o ritmo em voltas rápidas deixou a desejar, embora os stints mais longos tenham sido mais animadores: “Nossa volta lançada não pareceu grande coisa, mas o ritmo de corrida foi mais competitivo. O que nós temíamos sobre a Ferrari aparentemente se confirmou. Eles pareceram muito, muito fortes”, disse ele.

Russell também comentou sobre os problemas recentes na unidade de potência de seu carro, após o acidente na primeira volta do GP da Bélgica. Segundo ele, a equipe solucionou a situação antes da etapa em Budapeste, e por isso, não houve preocupação durante as atividades dessa sexta-feira.
“Para ser sincero, nem cheguei a verificar isso, porque confiei na minha equipe de que tudo havia sido resolvido. Além disso, mesmo que tivéssemos exatamente o mesmo problema da semana passada, o impacto aqui seria muito menor por causa das características deste circuito”, acrescentou.
Por fim, o britânico acredita que a Mercedes ainda tem margem para evoluir antes da sessão de classificação, especialmente em razão das condições climáticas variáveis: “Tanto para mim quanto para Kimi (Antonelli), o carro esteve longe do ideal. Achamos que há espaço para melhorar. Está muito ventando hoje, e a direção do vento pode mudar, o que também pode alterar bastante o comportamento dos carros”, concluiu o britânico.
