George Russell fez uma avaliação sincera sobre sua temporada 2026 na Fórmula 1, e reconheceu que Kimi Antonelli tem sido o destaque da Mercedes até aqui. O britânico afirmou que precisa elevar seu próprio desempenho e considerou justa a vantagem do companheiro de equipe no campeonato.
Apesar de estar 25 pontos atrás de Antonelli após nove etapas realizadas, Russell destacou que a diferença diminuiu significativamente nas últimas corridas. Depois do GP de Mônaco, o britânico estava 68 pontos atrás, mas reduziu a desvantagem graças a uma sequência de resultados mais favoráveis.
Fora a disputa interna na Mercedes, Russell também vê a aproximação da Ferrari no campeonato. Lewis Hamilton, em boa fase nas últimas corridas, aparece apenas sete pontos atrás do piloto da Mercedes, mas o britânico garantiu que sua prioridade está longe de ser acompanhar o desempenho do rival.
“Para ser sincero, nem estou pensando nisso, porque tenho minhas próprias questões para resolver e preciso melhorar o meu lado. Saí de Mônaco, três corridas atrás, com 68 pontos de desvantagem e deixo esta etapa com 25. Aceito isso, mas essa recuperação não vai continuar para sempre se os resultados e o desempenho não melhorarem”, afirmou.

Russell lembrou que enfrentou uma sequência de falta de sorte no início da temporada, enquanto Antonelli passou a sofrer com problemas mais recentemente. Em sua avaliação, esse equilíbrio de circunstâncias tornou a disputa mais justa entre os dois companheiros de equipe.
Mesmo assim, ele acredita que o italiano fez um trabalho superior até este momento: “Não sei se a sorte realmente se equilibrou ou não, mas considerando minhas atuações e as dele nessas nove corridas, acho que uma vantagem de 25 pontos para ele é correta. Ele fez um trabalho melhor do que eu neste ano até agora e merece estar à minha frente”, acrescentou.
Russell ponderou que é difícil definir exatamente qual deveria ser a diferença entre ambos na classificação, lembrando também dos pontos perdidos em Mônaco após uma punição com drive-through. Ainda assim, entende que a vantagem de Antonelli está dentro de um cenário coerente: “Se deveriam ser 25 pontos, 10 ou 35 é discutível. Eu também perdi 15 pontos em Mônaco por causa da punição. Mas acredito que uma diferença entre 10 e 30 pontos a favor dele seria algo justo”, completou.
