George Russell terminou a sessão de classificação para o GP do Bahrein de Fórmula 1 na Malásia, apenas na oitava posição e deixou uma dúvida importante sobre o novo pacote da Mercedes. O britânico classificou seu desempenho como ‘uma sessão muito ruim’, após uma queda de rendimento inesperada.
O resultado chamou atenção, porque a Mercedes vinha de uma atuação dominante no GP do Azerbaijão. Em Sepang, porém, Russell ficou três quartos de segundo atrás de Max Verstappen da Red Bull Racing, pole position, e também foi superado pelo companheiro de equipe Kimi Antonelli, que largará em quarto.
Russell afirmou que a equipe ainda não conseguiu identificar por que o carro apresentou tantas dificuldades: “Não, para ser honesto”, respondeu ao ser questionado sobre a causa do desempenho abaixo do esperado. Ele destacou ainda as características do asfalto malaio, que considera particularmente abrasivo, mas observou que o impacto parece ser maior sobre a Mercedes.

A principal incógnita agora, envolve justamente a atualização instalada no W17. Segundo Russell, os dados do túnel de vento indicavam uma evolução, mas o resultado obtido na pista não confirmou essa expectativa: “Esse é o grande ponto de interrogação”, disse ele, destacando que um teste direto entre as versões antiga e atual teria ajudado a avaliar o efeito real do pacote.
O piloto britânico também ponderou que a comparação é complicada, porque o resultado poderia ter sido interpretado de maneira diferente em outro circuito: “Os números parecem absolutamente bons, mas no fim o resultado não foi”, acrescentou..
Apesar da frustração, Russell acredita que a sessão de classificação não define completamente as perspectivas para a corrida. Ele vai largar em sétimo após a penalidade de cinco posições no grid aplicada a Isack Hadjar e espera uma prova marcada pelo desgaste dos pneus: “A degradação é enorme aqui”, encerrou o piloto da Mercedes.
