F1: Rosberg critica Mercedes por decisão sobre Russell na Espanha

Nico Rosberg acredita que a Mercedes foi excessivamente cautelosa durante o GP de Barcelona, e perdeu uma oportunidade de aumentar suas chances de vitória. O ex-piloto e campeão na Fórmula 1 em 2016, defendeu que a equipe deveria ter utilizado ordens de equipe mais cedo para favorecer Kimi Antonelli na perseguição a Lewis Hamilton.

Durante o segundo stint da corrida, Antonelli alcançou George Russell e permaneceu atrás do companheiro de equipe por várias voltas. A ultrapassagem aconteceu apenas nas voltas finais, quando Hamilton, beneficiado por uma parada realizada durante o Virtual Safety Car, já havia construído uma vantagem significativa na liderança.

A manobra acabou tendo pouco impacto no resultado final, pois pouco depois de assumir a segunda posição, Antonelli sofreu um problema mecânico e abandonou a prova, encerrando qualquer possibilidade de pressionar o líder da corrida.

Mesmo assim, o alemão considera que a Mercedes poderia ter adotado uma estratégia diferente. Em conversa com o também ex-piloto de F1, Ralf Schumacher, na Sky alemã, Rosberg afirmou que a equipe foi generosa demais com Russell ao permitir que ele permanecesse à frente por tanto tempo.

“A Mercedes foi muito complacente com George. Normalmente, mesmo na minha época, sempre foi assim. No momento em que a equipe corre o risco de perder a vitória, os pilotos trabalham juntos pelo resultado da equipe”, afirmou o ex-piloto alemão.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17
Foto: XPB Images

Rosberg reconheceu que avaliações feitas após a corrida são mais simples, mas entende que a equipe deveria ter tomado a decisão mais cedo: “Na análise posterior, eles poderiam e deveriam ter feito isso antes, mas claro, é sempre mais fácil julgar depois que tudo aconteceu”, acrescentou.

O ex-companheiro de equipe de Hamilton na Mercedes, também destacou que sua opinião não está relacionada à definição de um primeiro ou segundo piloto dentro da Mercedes. Para ele, a prioridade deve ser sempre maximizar as chances de vitória quando a situação exigir cooperação entre os dois carros.

“Não existe piloto número um ou número dois. Também é cedo demais para isso. Mas há uma regra muito clara, pois quando a equipe corre o risco de perder uma vitória, os pilotos precisam trabalhar juntos para conquistá-la”, concluiu Rosberg, lembrando o GP de Mônaco de 2016, quando permitiu que Hamilton o ultrapassasse para tentar alcançar Daniel Ricciardo, então piloto na Red Bull Racing, mesmo em meio à disputa pelo campeonato entre os dois pilotos da Mercedes.