Fernando Alonso perdeu o pódio e o recuperou em seguida, em uma situação estranha após o GP da Arábia Saudita de Fórmula 1. No final o espanhol ficou mesmo com o P3, mas a FIA pode contar com o apoio de Max Verstappen sobre a situação.
A corrida de Alonso em Jeddah logo teve uma penalidade de cinco segundos, pelo fato do espanhol ter posicionado mal seu carro da Aston Martin em P2 no grid de largada. Alonso deixou seu carro fora da posição normal dentro do colchete no grid, e obviamente não obteve nenhum benefício por causa disso, mas de acordo com o regulamento da F1, isso acarreta uma penalidade de tempo.
Porém, ao cumprir a penalidade durante seu pit stop, foi considerado que um membro da equipe tocou no carro de Alonso de forma incorreta, e assim, a penalidade não teria validade, e por isso, o espanhol recebeu 10 segundos de uma nova penalidade no seu tempo final de corrida, o que o deixaria em P4 e George Russell em P3.
No final os comissários e a direção da corrida examinaram novamente os fatos, após um protesto da Aston Martin, e concluíram que a última penalidade de 10 segundos não era necessária, e assim o espanhol ficou mesmo com o P3.
Verstappen comentou a situação e deu seu apoio à FIA: “É doloroso quando isso acontece, mas é o mesmo com a linha branca para os limites da pista”, disse ele. O holandês também afirmou que ‘regras são regras’, pois cruzar os limites da pista, nem sempre resulta necessariamente em uma vantagem, mas as regras ainda precisam ser aplicadas.
“Às vezes você argumenta que não ganhou nada indo para longe ou para fora, mas precisamos de uma regra. Parece muito bobo se as pessoas começarem a tirar vantagem de ir realmente para a esquerda e para a direita”, disse Verstappen. O que os pilotos concordam, é que não é fácil acertar o posicionamento no grid de largada. Na verdade, a visibilidade do cockpit é muito ruim, e os pilotos dizem que às vezes não conseguem ver o asfalto à sua frente, o que pode facilmente provocar um erro.
