A Red Bull ainda não sabe se Max Verstappen terá de recorrer a um novo motor e, consequentemente, cumprir uma punição no grid até o fim da temporada da Fórmula 1. Depois do segundo lugar no GP do Azerbaijão, o holandês afirmou que a penalidade seria inevitável após os problemas enfrentados na classificação. Laurent Mekies, porém, adotou uma postura mais cautelosa.
“A resposta real é que a situação ainda não está definida”, declarou Mekies ao ser questionado sobre a necessidade de introduzir um novo motor além do limite permitido pelo regulamento.
A equipe conseguiu evitar qualquer perda de posições em Baku ao utilizar componentes mais antigos disponíveis no estoque de Verstappen. Já a unidade de potência que apresentou problemas durante a classificação foi retirada do carro e agora passa por uma análise técnica para determinar se poderá voltar a ser utilizada.

“Vai depender fundamentalmente da análise do problema que tivemos na classificação e da avaliação sobre se poderemos ou não reutilizar essa unidade de potência. Com base nisso, veremos se conseguiremos chegar ao fim do campeonato utilizando o quarto motor do estoque”, explicou o dirigente.
Mekies também revelou que os problemas não foram isolados. “Tivemos dois problemas diferentes na unidade de potência, e esses problemas nos custaram caro ao longo do fim de semana, mas o que aconteceu, aconteceu. Tudo isso faz parte da competição”.
Na avaliação de Mekies, o impacto dos problemas ficou ainda mais evidente porque Verstappen vinha apresentando um desempenho muito competitivo desde a sexta-feira: “Para ser sincero, o Max estava muito, muito forte desde sexta-feira. Se não tivéssemos enfrentado aqueles problemas com a unidade de potência, ele provavelmente estaria disputando a primeira posição”.
Se a troca for confirmada e a punição se tornar inevitável, a equipe poderá escolher uma etapa considerada estratégica para cumprir a penalidade voluntariamente, em vez de esperar por uma situação em que a troca seja obrigatória.
