A Red Bull Racing está mudando sua tradicional abordagem centrada apenas em Max Verstappen, enquanto Isack Hadjar se aproxima de um novo contrato para 2027. A mudança de postura acontece sob o comando de Laurent Mekies, pelo menos é o que vem aparentando nas últimas semanas.
Mekies suavizou a política da equipe em relação ao segundo carro, deixando de priorizar um único piloto. Hadjar, que chegou à Red Bull nesta temporada, vem ganhando espaço após um início consistente, incluindo uma sequência de sete resultados consecutivos entre os seis primeiros antes da pausa de agosto.
Depois do GP da Hungria de Fórmula 1, Mekies já havia dado sinais de que o futuro do francês estava bem encaminhado: “Ainda não discutimos o futuro, mas todos podem ver que Isack está fazendo um excelente trabalho. Então, tomaremos uma decisão lógica”, afirmou o chefe da equipe.
Antes da pausa, Mekies também destacou a evolução do piloto e o impacto positivo de ter dois carros mais próximos: “É uma boa notícia termos um segundo piloto forte pela primeira vez em bastante tempo. Isack está tendo um desempenho consistente e aprendeu muito com a equipe e com Max. Também é uma boa notícia para Max, que nossos dois carros estejam um pouco mais próximos”, disse ele.

Enquanto Hadjar se aproxima de uma permanência ao lado de Verstappen no próximo ano, a situação de Liam Lawson continua indefinida. Nikola Tsolov, líder do campeonato da F2, aparece como uma das principais opções para chegar à F1 em 2027, embora a Racing Bulls esteja inclinada a manter Lawson e Arvid Lindblad.
A decisão sobre a condição física de Hadjar para Monza ainda será tomada na quarta-feira (02), com Lawson envolvido na preparação, caso uma nova substituição seja necessária. Independentemente de quem pilote o segundo RB22 no GP da Itália, o cenário indica que Mekies passou a enxergar Hadjar como parceiro de longo prazo de Verstappen, e parece que busca adaptar a cultura da Red Bull para essa formação.
