A Red Bull Racing vai continuar sem utilizar a polêmica asa traseira apelidada de ‘Macarena’ no GP da Bélgica de Fórmula 1, mas já trabalha para reintroduzir o componente no futuro. Segundo Isack Hadjar, o objetivo da equipe é desenvolver uma versão mais segura após os problemas registrados recentemente com Max Verstappen.
O componente esteve envolvido em incidentes sofridos pelo tetracampeão no Red Bull Ring e em Silverstone, levando a equipe a optar pelo retorno à especificação anterior para a etapa em Spa-Francorchamps. Ainda assim, internamente, a expectativa é de que a peça possa voltar ao carro assim que as questões identificadas forem solucionadas.
Hadjar afirmou que a mudança visual é mais perceptível do que a diferença prática no desempenho do RB22: “Visualmente, é obviamente uma grande mudança, mas no carro não é tanto quanto as pessoas podem imaginar. É difícil até para nós medir exatamente a perda ao voltar para a configuração anterior”, afirmou.
O piloto acredita que a competitividade da Red Bull não deve sofrer impacto significativo no fim de semana belga: “Ainda acreditamos que teremos um nível de competitividade semelhante ao do último final de semana, mesmo que seja uma asa traseira menos impressionante. Mas estamos trabalhando para que a outra retorne o mais rápido possível e de uma maneira mais segura”, disse ele.
Hadjar também comentou o fato de não ter sido afetado pelos problemas registrados nas últimas corridas. Para ele, houve um componente importante de sorte na situação enfrentada pelos pilotos da equipe.

“Acho que tive bastante sorte por duas etapas consecutivas. Isso realmente dependeu do acaso. Poderia não ter acontecido com nenhum de nós ou poderia ter acontecido quatro vezes para ambos”, disse Hadjar. O piloto ainda demonstrou solidariedade ao companheiro de equipe: “Infelizmente, Max acabou passando por isso por mim. Para ser sincero, o problema dele também é o meu problema, e precisamos resolvê-lo”, acrescentou.
Verstappen também se manifestou sobre a decisão de abandonar temporariamente a asa ‘Macarena’. O holandês deixou claro que não foi responsável pela escolha, mas concordou com a medida adotada pela equipe.
“Não, acho que isso estava claro para todos. Era a decisão mais sensata para este fim de semana”, afirmou o tetracampeão. Apesar disso, reconheceu que a especificação anterior pode custar alguns centésimos por volta.
“Acho que ela é um pouco mais lenta, mas isso não vai mudar completamente o cenário”, concluiu Verstappen, reforçando a confiança de que a Red Bull seguirá competitiva enquanto trabalha para solucionar definitivamente os problemas da nova asa traseira.
