F1: Red Bull agradeceu Horner após primeira vitória com motor próprio

Christian Horner recebeu um agradecimento da cúpula da Red Bull Racing, após o motor desenvolvido pela equipe através da Red Bull Powertrains-Ford, conquistar sua primeira vitória na Fórmula 1. O ex-chefe da equipe revelou que acionistas da marca e o CEO Oliver Mintzlaff, entraram em contato com ele para reconhecer sua contribuição ao projeto.

A conquista aconteceu no GP da Malásia, com Max Verstappen ao volante, e foi seguida por outro triunfo do holandês em Singapura, uma semana depois. Para Horner, os resultados representam a concretização de um trabalho iniciado após a saída anunciada pela Honda, em 2020, e que levou a equipe a desenvolver sua própria unidade de potência para a temporada de 2026.

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Em participação no Autosport Business Exchange, em Nova York, Horner explicou que a Red Bull já havia demonstrado capacidade para construir um projeto vencedor com o chassi, mas o desenvolvimento do motor representava um desafio diferente: “Criamos essa empresa iniciante, a Red Bull Powertrains em parceria com a Ford, com a mesma filosofia de atrair talentos, dar oportunidades às pessoas, e depois, capacitá-las e incentivá-las a ultrapassar limites”, afirmou.

F1: Red Bull agradeceu Horner após primeira vitória com motor próprio

O britânico também destacou o orgulho ao acompanhar a evolução do propulsor. Segundo ele, a vitória chegou na 16ª tentativa da equipe de conquistar um GP com o novo motor, um resultado que considerou uma realização extraordinária para todos os envolvidos.

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Horner agradeceu o gesto dos acionistas e de Mintzlaff, ressaltando o esforço necessário para tirar o projeto do papel. A ligação, porém, teve um significado particular, e o ex-dirigente afirmou que foi muito diferente do contato recebido cerca de quinze meses antes, que antecedeu sua demissão, em julho de 2025.

Ao explicar o fim de sua passagem pela Red Bull, Horner relacionou a mudança à transformação na estrutura de comando após a morte do cofundador Dietrich Mateschitz, no fim de 2022. Ele avaliou que a sede da empresa passou a buscar maior controle, em contraste com a autonomia que a equipe de Milton Keynes havia desfrutado durante anos.

“Não era uma questão de estar certo ou errado, era simplesmente diferente”, concluiu Horner, acrescentando ainda que essa nova direção não correspondia ao modelo que, em sua avaliação, havia sustentado os sucessos anteriores da equipe.