A Red Bull Racing deixou o GP da Holanda de Fórmula 1, com mais dúvidas do que respostas sobre seu desempenho atual. O chefe da equipe, Laurent Mekies, reconheceu que seu time parece ter perdido rendimento durante a pausa de agosto.
O cenário em Zandvoort foi particularmente difícil para a equipe, que ficou atrás de Mercedes, McLaren e Ferrari. Max Verstappen abandonou ainda na primeira volta após perder a traseira do carro e bater forte contra eira de proteção, enquanto Liam Lawson terminou apenas em sétimo, mais de um minuto atrás dos três primeiros.
Mekies não escondeu a frustração com o desempenho apresentado no retorno da categoria: “Em termos de desempenho, não há onde se esconder. Foi um fim de semana muito difícil”, afirmou o chefe da Red Bull, antes de admitir que o time parece ter dado ‘um pequeno passo para trás’ em relação ao período anterior à pausa.

O dirigente explicou que a equipe agora precisa descobrir a origem da perda de performance. Segundo Mekies, é necessário avaliar se os concorrentes foram simplesmente mais eficientes no desenvolvimento de seus carros, ou se algum fator específico limitou a Red Bull em Zandvoort: “Então esse será o nosso trabalho nas próximas duas semanas, antes de lutarmos juntos em Monza”, acrescentou.
A situação pode oferecer uma oportunidade no próximo GP, já que Kimi Antonelli, da Mercedes, irá trocar a unidade de potência e receber uma penalidade no grid de largada. Ainda assim, Mekies indicou que a vantagem potencial pode ser menor do que parece, devido às maiores possibilidades de ultrapassagem no circuito italiano.
Mesmo com a decepção esportiva no momento, o principal alívio para a Red Bull foi o estado físico de Verstappen após o acidente em Zandvoort: “O mais importante é que Max está bem”, destacou Mekies. “Foi uma batida bastante forte, e estamos todos felizes por vê-lo sair do carro ileso, e isso é o que mais importa”, completou.
