A Red Bull deposita expectativas em um novo pacote de atualizações que será introduzido no GP da Áustria de Fórmula 1, mas já reconhece que as mudanças não devem ser suficientes para colocá-la imediatamente na disputa por vitórias contra Mercedes e Ferrari.
O alerta veio do chefe da equipe, Laurent Mekies, após o avanço demonstrado pela Ferrari no GP da Espanha. A equipe italiana levou oito atualizações importantes para a etapa e viu Lewis Hamilton converter o ganho de desempenho em uma vitória, reforçando o impacto que os desenvolvimentos ainda podem ter nesta fase inicial do atual regulamento.
Segundo Mekies, a temporada tem sido marcada justamente pelas oscilações de performance causadas pelos pacotes de atualização apresentados pelas equipes. “O retrato desta temporada são essas variações de desempenho baseadas em quem está trazendo atualizações”, afirmou.

A Red Bull, porém, enfrenta uma limitação adicional. Considerado o melhor motor de combustão interna do grid, um resultado que surpreendeu a própria equipe, seu conjunto de unidade de potência não recebeu fichas de desenvolvimento. Com isso, os ganhos de desempenho precisam vir principalmente da evolução do chassi.
Mekies destacou o esforço realizado na fábrica de Milton Keynes para preparar o pacote que estreia na Áustria, mas deixou claro que o trabalho está longe de terminar. “Nossa próxima grande atualização será na Áustria, mas ela só será tão boa quanto o tempo de volta real que entregar na pista. Não há dúvida de que o pacote da Áustria sozinho não será suficiente”, explicou. O dirigente acrescentou que novos passos já são esperados nas corridas seguintes. “O importante é continuar nessa trajetória de redução da diferença que seguimos desde o Japão. Queremos deixar de falar em quatro décimos e, esperamos, reduzir ainda mais essa distância”, concluiu.
