A Suprema Corte do Reino Unido marcou para 02 e 03 de fevereiro de 2027, a análise do recurso que pode impedir Felipe Massa de levar adiante seu processo contra Bernie Ecclestone, a Fórmula 1 e a FIA. O brasileiro reivindica cerca de US$ 86 milhões em indenização por perdas financeiras, relacionadas à disputa pelo título na temporada de 2008.
Essa audiência será decisiva para determinar se o caso poderá seguir para um julgamento completo na Alta Corte britânica. Massa não pede a alteração do resultado do campeonato, vencido por Lewis Hamilton por apenas um ponto sobre o brasileiro, mas busca uma compensação financeira que, segundo sua ação, corresponde a ganhos que poderia ter obtido caso conquistasse o título naquele ano.
O processo está ligado ao polêmico GP de Singapura de 2008. A equipe jurídica de Massa argumenta que Ecclestone e integrantes importantes da FIA na época, entre eles Max Mosley e Charlie Whiting, já sabiam durante aquela temporada que Nelson Piquet Jr., então piloto da Renault (atual Alpine) havia provocado deliberadamente um acidente para causar a entrada do safety car e auxiliar seu companheiro de equipe na época, Fernando Alonso. Sob essas condições, Massa sofreu problemas em uma parada nos boxes e perdeu posições, ficando fora da zona de pontuação, o que no final acabou contando para que ele perdesse o título.

Uma entrevista concedida por Ecclestone em 2023 é apontada como peça central da argumentação, pois o ex-proprietário da F1, afirmou que conhecia o episódio antes da investigação formal realizada em 2009. Em contrapartida, os advogados de Ecclestone, da F1 e da FIA, sustentam que só souberam da ordem para provocar o acidente quando Piquet Jr. foi demitido, em 2009, e o caso conhecido como ‘Crashgate’ veio à tona.
Em outubro de 2025, o juiz Jay rejeitou três das alegações apresentadas por Massa, mas permitiu que a acusação de conspiração por meios ilícitos continuasse. A decisão abriu caminho para um julgamento completo, que os réus tentam evitar por meio do recurso à Suprema Corte.
Os juízes Reed, Hamblen e Richards, aceitaram em 04 de junho deste ano, analisar o recurso. Se a Corte der razão à defesa, o processo será encerrado, caso contrário, a ação poderá avançar para julgamento na Alta Corte.
