A estreia da Fórmula 1 em Ruanda depende da conclusão de um aeroporto internacional avaliado em US$ 2 bilhões. Apesar do anúncio de um acordo de dez anos para receber a categoria, o GP africano ainda não tem data definida, e o atraso nas obras pode empurrar sua estreia de 2030 para 2031.
Segundo informações do GPblog, o principal entrave é o Aeroporto Internacional de Bugesera, localizado a poucos quilômetros do circuito planejado. A infraestrutura será fundamental para receber equipes, pilotos, funcionários, equipamentos e torcedores, e a F1 não dará sinal verde para a corrida enquanto o projeto não estiver concluído.
O governo ruandês já indicou que o cronograma do autódromo está diretamente ligado ao andamento do aeroporto. Jean-Guy Afrika, CEO do Conselho de Desenvolvimento de Ruanda, afirmou que a conclusão da obra é um dos principais marcos necessários para avançar com o projeto e apontou o início de 2028 como prazo previsto para a entrega.
No entanto, uma fonte ouvida pelo GPblog descreveu a situação atual de maneira preocupante, afirmando que o local conta basicamente com uma pista de pouso e uma área pavimentada, enquanto os trabalhos iniciais no terminal ainda estão em andamento. Esse cenário coloca em dúvida o cumprimento do prazo previsto, especialmente porque o complexo também precisa incluir hotéis e áreas de entretenimento.

O financiamento envolve o Catar e Ruanda. Em junho de 2026, a Autoridade de Investimentos do Catar concluiu a compra de uma participação de 60% no projeto por US$ 578 milhões e assumiu o compromisso de investir mais US$ 1,1 bilhão para finalizar as obras. Os 40% restantes pertencem à empresa estatal ruandesa Aviation Travel and Logistics.
A inauguração do aeroporto já sofreu mudanças anteriormente. Inicialmente prevista para 2026, foi transferida para 2028 após uma declaração do CEO da RwandAir, em maio de 2024.
O CEO da F1, Stefano Domenicali, afirmou que o anúncio antecipado do acordo foi necessário para destravar o planejamento: “Precisávamos deste momento, porque estávamos em uma situação de quem vem primeiro, o ovo ou a galinha”, disse ele, indicando o impasse entre avançar com a corrida e concluir as estruturas necessárias para recebê-la.
