Depois de um toque involuntário de Lance Stroll em Fernando Alonso na primeira volta do GP do Bahrein de Fórmula 1, o ex-piloto de F1, Ralf Schumacher acredita que o chefe de equipe na Aston Martin, Mike Krack terá dificuldades para gerenciar seus pilotos.
Isso, acrescentou o alemão, não será facilitado pelo fato da equipe pertencer ao pai de Lance, Lawrence Stroll.
Nesta temporada, mais do que em qualquer outra anterior, os companheiros de equipe na Aston Martin têm muito pelo que lutar, pódios e até vitórias em corridas.
Alonso conquistou o primeiro pódio da equipe na corrida de abertura do campeonato, com o espanhol garantindo a terceira posição, enquanto Stroll foi o sexto colocado.
Foram muitos abraços e parabéns, além de Alonso chamar Stroll de seu ‘herói’, já que o canadense correu com os pulsos machucados (um deles fraturado) e um dedo do pé também fraturado.
Mas embora a valorização tenha sido destacada no domingo, pode não continuar se a Aston Martin permanecer na disputa pelo pódio, já que Alonso e Stroll lutam pelos mesmos objetivos.
“Não será uma tarefa fácil para ele (Krack)”, afirmou o ex-piloto à Sky alemã. “Este é sempre o caso quando, a família é proprietária da equipe e um membro da família é um dos pilotos.”
“Mas ele traz um componente humano que é muito importante. Martin Whitmarsh também não é conhecido por ser uma pessoa alegre. Será o trabalho de Krack levar as pessoas, a equipe e os pilotos com ele”, acrescentou.
As habilidades de gerenciamento de Krack foram quase postas à prova logo na primeira corrida da temporada, quando Stroll tocou na traseira do carro de Alonso logo na primeira volta.
O toque aconteceu quando Alonso estava disputando uma posição com Lewis Hamilton, o que fez com que ele estivesse repentinamente no caminho de Stroll, com o canadense também disputando contra o outro carro da Mercedes, de George Russell. Felizmente não houve nenhum dano.
“Ainda não falei com Lance”, disse Krack imediatamente após a corrida. “Não sei se ele calculou mal, mas é claro que ele estava em uma disputa com George Russell. Coisas como essa sempre acontecem na primeira volta, mas obviamente você não quer vê-las, mas são coisas que podem acontecer”, acrescentou.
O espanhol afirmou após a corrida, que inicialmente achou que era Russell quem o tinha atingido. Ele perguntou pelo rádio da Aston Martin várias vezes durante o GP quem tinha sido, mas seu engenheiro de corrida não respondeu.
Ele finalmente obteve sua resposta quando assistiu a um replay na sala de espera antes do pódio, onde conseguiu um ótimo P3, atrás dos dois carros da Red Bull.
“Na curva 4, achei que fosse George”, disse Alonso à mídia imprensa. “Mas eu vi o replay na TV mais tarde, e foi Lance. Ele teve uma largada muito boa, porque estava ao meu lado na curva 4. Tivemos sorte, obviamente, porque ambos os carros não tiveram nenhum problema e pudemos continuar. Foi nosso dia de sorte por muitas coisas, inclusive por esse contato não ter nos prejudicado”, finalizou Alonso.
