FIA promete reprimir possível abuso de assoalho flexível

A FIA prometeu agir se descobrir que as equipes ‘abusarem’ da aerodinâmica no assoalho de seus carros nesta temporada, pois essa é uma área vital para o desempenho.

Um retorno do efeito-solo na F1, significa que os carros estão correndo mais próximo do solo, levando a um aumento no downforce através do fluxo de ar sob o assoalho.

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Ao longo do primeiro teste de pré-temporada no Circuito da Catalunha de Barcelona na semana passada, uma variedade de conceitos de assoalho foram testados pelas equipes, enquanto buscavam a melhor solução de acordo com as novas regras.

Uma preocupação para a FIA, no entanto, é a possibilidade de as equipes encontrarem maneiras de ‘flexibilizar’ o assoalho, o que aumentaria ainda mais o desempenho.

Flexibilidade foi um grande problema na última temporada, quando a Red Bull e a Mercedes se acusaram pelo movimento das asas dianteiras e traseiras dos carros uma da outra.

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Nikolas Tombazis, chefe de assuntos de monopostos da FIA, deixou claro que o órgão regulador da categoria vai ficar de olho nos desenvolvimentos do assoalho e na perspectiva de explorar as regras nessa área.

“No que diz respeito à flexão do difusor, ou seja, das bordas do assoalho para baixo, estaremos sempre atentos a qualquer flexibilidade que ocorra e impondo, quando necessário, testes para reduzir tais efeitos”, disse Tombazis.

“Com o novo regulamento, é inevitável que haja algumas áreas que não foram devidamente previstas em termos de flexibilidade. Isso pode ter que ser aprimorado à medida que avançamos.”

“Portanto, não hesitaremos em fazer isso, e as regras nos permitem intervir se encontrarmos algum abuso ocorrendo em algumas áreas”, disse ele.

Dada a proximidade com o solo, os carros estão sendo forçados a rodar com uma suspensão mais rígida este ano, garantindo que todos os pilotos tenham um desafio mais difícil.

Tombazis acredita que essa situação serve bem à F1, acrescentando: “Estamos cientes de que os carros, para ter desempenho, precisam rodar mais baixo, mais perto do solo.”

“Como resultado, eles precisam ser mantidos mais rígidos do que os carros anteriores. Achamos que as características do carro que o tornam mais fácil de pilotar, não são necessariamente coisas que precisam ser mantidas na Fórmula 1.”

“Queremos que os pilotos façam a diferença e que os carros sejam mais difíceis de pilotar, não mais fáceis. Certos aspectos devem tornar os carros um pouco mais agressivos para pilotar, o que é muito importante.”

“Então foi determinado que é mais eficiente para os carros rodarem mais baixo e eles são projetados para trabalhar nesse sentido. Essa é uma situação que estaremos monitorando. Não acho que seja motivo de preocupação significativa”, finalizou.

 

 

 

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