F1: Presidente da Honda diz que atraso de dois ano comprometeu projeto com Aston Martin

Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, reconheceu que a fabricante japonesa perdeu dois anos no desenvolvimento da unidade de potência usada pela Aston Martin na Fórmula 1 em 2026. Ao avaliar o desempenho do motor nesta temporada, o dirigente também admitiu que o conjunto está atrás dos concorrentes.

As declarações foram dadas à edição japonesa do Motorsport.com e ganham peso porque Watanabe deixará o cargo no fim deste ano, quando será substituído por Keiichi Yasuda. O reconhecimento ocorre em uma temporada difícil para a Aston Martin, marcada por problemas de confiabilidade, falta de potência e entrega irregular de energia, com Fernando Alonso somando apenas sete pontos nas primeiras dezessete etapas.

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Questionado sobre a competitividade da unidade de potência, Watanabe citou os dados de desempenho utilizados pela FIA no sistema ADUO, mecanismo de avaliação das fabricantes. Ele fez uma ressalva sobre a precisão das comparações, já que não tem acesso aos números exatos dos rivais, mas foi direto ao avaliar a situação.

“Considerando os níveis de desempenho medidos pela FIA para o ADUO, acredito que nossa unidade de potência é claramente inferior à dos outros fabricantes”, afirmou o dirigente.

F1: Presidente da Honda diz que atraso de dois ano comprometeu projeto com Aston Martin
Foto: Divulgação / Aston Martin / Honda

Watanabe atribuiu a desvantagem principalmente ao início tardio do trabalho. Segundo ele, a decisão de retornar à F1 como fabricante de motores foi tomada um ano depois da dos concorrentes, enquanto a reconstrução da estrutura de desenvolvimento também consumiu tempo: “Essencialmente, desperdiçamos dois anos”, reconheceu.

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Nesse período, a Honda trabalhou no desenvolvimento da bateria e do motor elétrico. O dirigente, porém, considera que o atraso não pode mais ser recuperado integralmente, já que as horas disponíveis para testes em dinamômetro são limitadas.

A explicação também reacende a divergência entre a Honda e Adrian Newey, renomado projetista e atual chefe da Aston Martin. Na abertura da temporada, em Melbourne, Newey afirmou que a Aston Martin só descobriu em novembro anterior, a dimensão limitada dos recursos da fabricante japonesa. Watanabe classificou aquelas declarações como um mal-entendido na ocasião, mas agora admite que o atraso no desenvolvimento impediu a Honda de acompanhar os concorrentes. Caberá a Yasuda assumir a tarefa de tentar reverter o cenário a partir do próximo ano.