Uma falha incomum no carro de Fernando Alonso durante a classificação Sprint do GP da Holanda de Fórmula 1, colocou novamente a segurança dos carros de 2026 em discussão. A Pirelli agora admite que pode retomar conversas com as equipes e a FIA, sobre como agir caso o problema volte a acontecer durante um final de semana de corrida.
O carro da Aston Martin de Alonso apresentou uma falha no sistema Straight Line Mode (SLM), impedindo que a asa traseira entrasse no modo de baixa resistência aerodinâmica. Com o dispositivo sem funcionar corretamente, o espanhol enfrentou um nível de arrasto maior do que o esperado e terminou a sessão na última posição entre os 22 pilotos.
Esse episódio também serviu para a Pirelli obter dados reais sobre uma situação considerada pouco comum. Simone Berra, diretor da Pirelli, afirmou que o comportamento observado no circuito de Zandvoort, será comparado com as simulações utilizadas no desenvolvimento dos pneus para 2026.
“Gostaríamos de entender a diferença entre as simulações que recebemos e os dados reais que temos. Não foi apenas Fernando, no TL1 outras equipes também testaram em condições diferentes com as asas traseiras ou dianteiras não totalmente abertas”, afirmou Berra.

A questão ganhou importância porque os pneus foram projetados considerando que a carga sobre eles, seria reduzida nas longas retas com o SLM ativado. Em uma eventual falha durante uma corrida, existe a possibilidade teórica de utilização da bandeira preta com círculo laranja, que obrigaria o piloto a entrar nos boxes para reparos ou até abandonar a prova.
Segundo Berra, porém, essa possibilidade não será implementada no restante de 2026. O dirigente afirmou que o assunto está encerrado no momento, mas pode voltar à pauta posteriormente: “Podemos reabrir as discussões, porque elas estavam abertas no meio da temporada. Acho que isso está caminhando mais para a próxima temporada, e provavelmente podemos decidir retomar as discussões com as equipes e a FIA”, acrescentou.
Berra destacou ainda que uma falha na abertura da asa traseira é particularmente crítica para o eixo traseiro, enquanto o fechamento simultâneo das asas dianteira e traseira também representa um problema importante para o eixo dianteiro. Apesar das diferenças, ele classificou qualquer falha no SLM como ‘muito crítica’.
