A alta degradação de pneus vai adicionar um grande desafio aos competidores no GP do Bahrein da Fórmula 1 na Malásia. Tantos pilotos quanto dirigentes destacaram a situação como um fator para o final de semana.
A categoria retorna a Sepang após nove anos para disputar a prova cancelada de Sakhir. E não é apenas a falta de dados que vai fornecer um obstáculo para equipes, que não vão à pista desde 2017, mas também o asfalto bastante abrasivo.
“Os pneus estão sofrendo bastante porque está muito quente; eles estão superaquecendo na superfície e a temperatura interna também está elevada. Portanto, quem conseguir lidar melhor com esse desafio levará vantagem neste fim de semana”, admitiu Bradley Lord, vice-chefe da equipe Mercedes.
“Haverá alta degradação e um desgaste relativamente acentuado em um asfalto antigo e de pista aberta; por isso, a estratégia base prevê duas paradas, podendo até chegar a mais do que isso. Já vimos muitas corridas com três paradas aqui no passado, e tenho certeza de que os estrategistas de todas as equipes também estarão analisando essa possibilidade.”
“Para os pilotos, a classificação será decidida em uma única volta rápida, então acertar essa volta será fundamental; depois, quem conseguir gerenciar melhor a degradação e mantiver um bom ritmo no final de cada stint provavelmente terá um bom desempenho no domingo”, seguiu.

Quem também falou foi Fred Vasseur, chefe da Ferrari, apontando que a corrida será “muito sobre a degradação, porque hoje, em comparação com eventos anteriores como Madri, Monza e Baku, onde a degradação era baixa, aqui ela é muito elevada. O ritmo de corrida dependerá principalmente da degradação, e temos de focar nisso.”
Seguindo na Ferrari, Charles Leclerc apontou que “a alta degradação será um fator importante para a corrida, pois os pneus não estão durando muito, e não espero que isso melhore significativamente ao longo do fim de semana. A aderência em si provavelmente vai melhorar, mas, ainda assim, será um fim de semana desafiador, especialmente por conta da degradação. De qualquer forma, geralmente temos um bom carro de corrida, então espero que seja assim também neste fim de semana.”
Enquanto Alex Albon afirmou que o asfalto é “extremamente agressivo”, Ollie Bearman apontou que é “incrivelmente difícil.”
Sergio Pérez, um dos pilotos que já tem passagem por Sepang e conseguiu um pódio com a Sauber em 2012, disse que “a degradação da pista é como se a Pirelli tivesse feito o asfalto. É inacreditável.” Ainda, explicou que a Cadillac tinha testado um acerto “muito radical” na tentativa de combater a degradação, mas foi o caminho inverso.
Já Arvid Lindblad falou sobre a ironia no nome da etapa em Kuala Lumpur. “É engraçado terem chamado de Grande Prêmio do Bahrein, porque a forma como você precisa pilotar é muito parecida, o asfalto basicamente, o único outro lugar assim é o Bahrein”, disse.
