Max Verstappen, assim como George Russell e Isack Hadjar, discordou da fala de Lando Norris de que Franco Colapinto deveria ser banido de uma prova da Fórmula 1 após o acidente no GP do Azerbaijão.
O campeão de 2025 ficou bastante infeliz após ter de abandonar por ser vítima de uma colisão envolvendo o argentino e Pierre Gasly. Em sua declaração em Baku, disse que a FIA deveria olhar com mais dureza para acidentes assim, o piloto deveria ser banido de uma corrida ou sequer estar na F1.
Acontece que nem todos concordaram com a fala do britânico da McLaren, com Russell dizendo que “é, pessoalmente, acho isso muito rigoroso. Acho que, em relargadas com o Safety Car e com pneus frios, um erro mínimo pode ter grandes consequências. E, pelo que vi hoje, foi exatamente isso o que aconteceu: um pequeno erro que resultou em uma grande consequência.”

“Na minha opinião, punições de suspensão de corrida deveriam ser aplicadas quando pilotos cometem, intencionalmente, atos muito perigosos e imprudentes. Por isso, acho que foi uma situação infeliz”, completou.
Quem também não acompanhou o discurso foi Verstappen, que destacou que “acho que, desde que, claro, o piloto que causou o acidente tenha consciência do que fez e peça desculpas… quer dizer, sim, isso acontece. Tipo, um pequeno erro ou erro de julgamento: você trava as rodas, está por dentro, a aderência é baixa e, claro, acaba sendo um tanto infeliz o fato de envolver tantos carros. Mas, enfim, é algo infeliz, acontece, e não é uma situação agradável.”
“Não é bom para ninguém envolvido, certo? Mas, como o George disse, acho que uma suspensão de uma corrida provavelmente é um pouco exagerada.”
Por fim, Hadjar então concluiu que “da minha parte, acho que a pista não é boa o suficiente. Quando você sai da trajetória ideal, começa a ficar muito irregular. É difícil gerar temperatura nos pneus atrás do Safety Car, pois o ritmo é bem lento. Então, sim, você acaba exagerando e isso traz consequências enormes. Por isso, acho que uma suspensão de uma corrida é uma punição severa demais.”
