Sergio Perez afirmou que o teto de gastos da Fórmula 1, pode prejudicar equipes menores em vez de aproximá-las das organizações de ponta. O piloto da Cadillac comparou sua realidade atual com o período em que competia pela Red Bull Racing e questionou a eficiência das estruturas menores.
Em conversa com jornalistas em Singapura, Perez destacou a diferença entre trabalhar em uma equipe estabelecida e enfrentar as limitações de uma organização nova. Segundo ele, a Red Bull conseguia levar atualizações praticamente a cada final de semana de corrida sem que o teto financeiro fosse uma preocupação central.
“Somos obviamente uma equipe nova e pequena. Acho que o teto de gastos atualmente é muito mais injusto para equipes menores, porque quando eu estava na Red Bull, por exemplo, costumávamos ter atualizações praticamente em todos os finais de semana de corrida. Você nunca ouvia nada sobre o teto de gastos. Era tudo sobre desempenho, trazer e colocar tudo o que fosse possível”, afirmou Perez.
Para o mexicano, o problema está na diferença de eficiência entre as estruturas. Equipes menores, segundo sua avaliação, podem precisar gastar mais recursos para alcançar processos que as organizações maiores já dominam.

“Quando você está em uma equipe menor, porque elas não são tão eficientes e seus métodos não são tão claros, acaba gastando muito mais dinheiro”, acrescentou. Na visão de Perez, isso faz com que o teto tenha um efeito contrário ao objetivo de aproximar o grid: “Na verdade, o teto de gastos, em vez de aproximar as equipes, cria essas diferenças enormes que temos atualmente no grid”, encerrou o piloto mexicano.
A comparação ocorre na primeira temporada da Cadillac na Fórmula 1. Enquanto Perez enfrenta a adaptação à nova estrutura, a Red Bull vem aproveitando suas atualizações recentes, com Max Verstappen acumulando uma sequência de pódios que culminou em sua primeira vitória na temporada, em Sepang. A Cadillac, por outro lado, ainda não marcou pontos, embora Perez tenha perdido uma oportunidade em Mônaco, depois de concluir a prova no top 10, mas receber uma penalidade por uma infração na largada.
