Esteban Ocon deu uma sugestão de solução para o futuro dos motores na Fórmula 1 após os debates e fortes críticas enfrentadas na temporada 2026 com o novo regulamento.
As unidades de potência híbridas introduzidas neste ano estão encarando uma série de críticas por conta da constante perda de potência que os pilotos enfrentam nas retas quando as baterias se esgotam. Por vezes, cai de 1000 cv para 550 cv.
Portanto, para o francês da Haas, que se despede do grid ao final da temporada da F1, deu sugestões do que poderia ser feito. “Todos nós pensamos em motores V8, V10, naturalmente aspirados, é claro. Provavelmente, é o que oferece a melhor dirigibilidade possível. Mas, na Fórmula 1 atual, com o nível de potência que temos, talvez falte um pouco de torque em baixas rotações”, falou.

“É aí que entra a tecnologia híbrida, suprindo essa carência de torque que o motor a combustão apresentaria. Por isso, acredito que os melhores superesportivos do mercado são aqueles que combinam um motor barulhento com um toque de eletrificação. Outra opção seria não usar eletricidade alguma e recorrer a turbocompressores — talvez dois, um pequeno e um grande, permitindo sentir aquele ‘atraso’ nas rotações mais baixas”, seguiu.
“No entanto, não vi muitos carros de corrida biturbo que se destacassem como vencedores; seria algo bem interessante. De qualquer forma, existem inúmeras possibilidades no que diz respeito aos motores — alternativas que poderiam ser superiores ao que temos hoje”, encerrou.
