Lando Norris chega ao GP de Singapura, que acontece entre 9 e 11 de outubro, esperando que a McLaren tenha finalmente encontrado uma resposta para a perda de desempenho que vem incomodando a equipe nas últimas corridas da Fórmula 1.
O problema ficou ainda mais evidente no Azerbaijão e na Malásia. Nas duas etapas, Norris conseguiu apenas o quinto lugar no grid. Em Baku, acabou envolvido em um acidente com vários carros, enquanto no GP do Bahrein em Sepang terminou em nono depois de cometer um erro nas voltas finais.
Entre as principais dificuldades está a falta de velocidade nas retas. Norris chegou a definir o déficit como “doloroso”, estimando que o problema custava cerca de dois décimos por volta. Desde então, a McLaren vem trabalhando para entender exatamente o que está por trás da queda de rendimento:
“Houve bastante [aprendizados] tanto do meu lado, quanto de nós como equipe, sobre o que aconteceu na corrida, mas também coisas gerais do ponto de vista do carro e o que precisamos fazer melhor, e como podemos voltar ao mesmo nível em que estávamos nas últimas corridas — Budapeste, Zandvoort, Madri”, disse Norris nesta quinta-feira (8).
O trabalho revelou mais de um ponto a ser corrigido. Além da velocidade em linha reta, a equipe identificou questões técnicas que podem ajudar a extrair mais desempenho do carro. “A equipe tem trabalhado muito duro, todos nós trabalhamos muito duro para entender o que podíamos aprender do último fim de semana, o que podemos e precisamos fazer melhor. Os detalhes exatos, as especificidades, não preciso entrar em detalhes, mas houve uma boa quantidade.”
“Houve algumas óbvias, como a velocidade em linha reta e os problemas que venho tendo com o carro, que são óbvios, e obviamente outras mais técnicas, sobre como podemos desbloquear mais potencial do carro para voltar ao desempenho que tínhamos anteriormente. Então isso é complicado de fazer. Mas houve muita coisa e a equipe tem se dedicado bastante, então isso é uma coisa boa.”
Norris também acredita que as características das últimas pistas ajudaram a deixar as limitações da McLaren mais evidentes. Na Malásia, por exemplo, a rugosidade do asfalto teve influência no comportamento do carro. Ainda assim, ele reforçou que o problema já havia aparecido em Baku.
“Bem, em Baku também não éramos necessariamente tão rápidos, então eu não diria que é só uma coisa da Malásia. Certamente há alguns aspectos da Malásia, com a rugosidade do asfalto, que achamos que têm um papel”, explicou.

Singapura, por outro lado, pode oferecer um cenário mais favorável. O circuito tem menos ênfase na velocidade em linha reta, além de ser uma pista onde Norris afirma que a McLaren costuma ser competitiva: “É bom para nós vermos neste fim de semana se parte do desempenho que estava faltando lá volta. Singapura é uma pista que eu curto e temos sido bem competitivos aqui nos últimos anos.”
“Certamente um pouco disso é o traçado da pista, e as últimas duas pistas não favoreceram os mesmos pontos fortes que vimos em Madri e em algumas das outras corridas. Mas, no geral, ainda estamos rendendo abaixo do nível que precisamos e queremos. Então ainda precisamos fazer um trabalho melhor, independentemente de tudo.”
Apesar da expectativa, Norris prefere esperar pelas primeiras voltas em Singapura antes de considerar que a McLaren resolveu o problema. Para ele, a pista será o verdadeiro teste das conclusões alcançadas pela equipe.
“Sim, esperançoso. Preciso primeiro ir para a pista e ver o quanto melhor está. Obviamente também é um circuito onde as retas não são exatamente a prioridade máxima e não são tão prejudiciais quanto nos últimos fins de semana. Ainda assim, você sempre quer percorrer as retas o mais rápido que deveria ser capaz, e é sempre difícil quando você sai das curvas melhor e acaba indo mais devagar. Foram dois fins de semana frustrantes tentando descobrir qual era o problema e por que havia uma falta constante de velocidade em linha reta e de desempenho.”
“Especialmente nesse tipo de batalha em que estivemos nas últimas duas classificações, foram duas ou três posições. Então me custou bastante. Ao mesmo tempo, obviamente há coisas que eu posso fazer melhor também, mas estou confiante de que a equipe fez um bom trabalho. Eles se esforçaram muito tentando descobrir as coisas, e espero que esteja melhor neste fim de semana, mas, honestamente, preciso ir para a pista e ver primeiro”, concluiu o campeão mundial de 2025.
