A Aston Martin acredita que começou a mudar o rumo de sua temporada na Fórmula 1, após um início que Adrian Newey classificou como ‘desastroso’. O projetista afirmou que a parceria com a Honda saiu fortalecida das dificuldades enfrentadas ao longo de 2026.
Segundo Newey, os problemas na primeira parte do campeonato aproximaram a equipe e a fabricante japonesa, criando uma relação de trabalho mais sólida. A expectativa é que essa integração contribua para a evolução do desempenho nas próximas etapas da temporada.
A Honda retornou à Fórmula 1 este ano como fornecedora de unidade de potência da Aston Martin, mas enfrentou diversos contratempos. A unidade de potência apresentou falhas de confiabilidade, déficit de desempenho, e ainda sofreu com um problema de vibração que gerou preocupação sobre possíveis danos físicos aos pilotos. Ao mesmo tempo, o carro da Aston Martin também não se mostrou competitivo.
Durante conversa com a imprensa no final de semana do GP da Hungria, Newey afirmou que a principal evolução aconteceu nos bastidores: “O que realmente progrediu foi justamente a palavra que você usou: relacionamento. De um início que só pode ser chamado de desastroso, o lado positivo, porque sempre tentamos encontrar algo positivo, é que isso aproximou muito a Honda e a AMR. Continuamos desenvolvendo essa relação em todas as áreas. Estou muito satisfeito com o progresso que estamos fazendo do ponto de vista do relacionamento. Normalmente, quando os relacionamentos melhoram, o desempenho também melhora”, disse o renomado projetista.

A próxima etapa desse processo, será a introdução de uma unidade de potência atualizada no GP da Holanda, após a pausa de agosto. O novo motor já foi utilizado durante um dia de filmagem da Aston Martin no Hungaroring, enquanto a equipe também estreou um pacote de atualizações no GP da Hungria, elogiado por Fernando Alonso e Lance Stroll. Alonso chegou ao Q2 pela primeira vez na temporada, enquanto Stroll terminou em 13º, seu melhor resultado no ano.
Newey acredita que as novidades representam um avanço importante, embora reconheça que ainda há muito trabalho pela frente: “A evolução técnica, tanto do carro que trouxemos aqui (Hungria), quanto das atualizações que chegarão em Zandvoort e depois em Baku, são muito significativas. Estamos claramente tentando recuperar o terreno perdido. Isso vai nos transformar no carro mais rápido? Infelizmente não. Mas representa um passo importante em relação ao ponto onde estávamos? Sim, acredito que sim”, encerrou o atual chefe da Aston Martin.
