A Red Bull não considera satisfatória a atual fase na Fórmula 1, mesmo após ter recuperado desempenho ao longo da temporada. Laurent Mekies, chefe da equipe, afirmou que o time de Milton Keynes só ficará satisfeito quando voltar a disputar vitórias de forma consistente.
“Não nos contentamos com nada além de vencer corridas”, disse Mekies à imprensa, ao comentar o momento da equipe. Pela primeira vez desde 2015, o time chega ao intervalo de verão sem nenhuma vitória. Além disso, Max Verstappen não venceu na primeira metade do campeonato pela primeira vez desde 2017.
Apesar do início complicado, RB22 apresentou evolução. O carro saiu de uma desvantagem superior a um segundo para a Mercedes e passou a ficar apenas alguns décimos atrás. No começo do ano, a Red Bull chegou a disputar posições com Haas e Alpine, mas agora voltou a brigar por pódios contra adversários como McLaren e Ferrari.

Mekies atribuiu a recuperação ao trabalho coletivo da equipe, envolvendo as áreas de chassi e unidade de potência, além dos profissionais que atuam nos bastidores: “Porque dar a volta por cima, partindo de 1,2 segundos [de desvantagem], e terminar a três décimos no meio da temporada com esse nível de competição…”, afirmou.
O dirigente também destacou a contribuição das cerca de 2.000 pessoas envolvidas no desenvolvimento do carro. “Nossas 2.000 pessoas estão trabalhando para trazer um pouco mais para cada área. Algumas delas vocês nunca ouvem falar, mas nos colocaram de volta na posição em que estamos agora, brigando em todas as corridas pelo pódio.”
A evolução da Red Bull também refletiu nos resultados de Max Verstappen. Desde o primeiro pódio do holandês no GP do Canadá, quinta etapa da temporada, o tetracampeão conquistou outros três pódios nas seis corridas seguintes.
Mesmo com a melhora, as vitórias continuam sendo o principal objetivo da equipe. Mekies reforçou que a Red Bull só voltará a comemorar quando tiver novamente um carro capaz de vencer por mérito próprio. “Não conte comigo para dizer que estamos satisfeitos, porque não estamos, e não estaremos satisfeitos até voltarmos a ter um carro de corrida com condições de vencer por mérito próprio.”
