F1: Mercedes vê atualizações perderem força e tenta entender vantagem de Russell

A Mercedes saiu da classificação para a Sprint do GP de Singapura desta sexta-feira (9), com mais dúvidas do que respostas sobre o desempenho do W17. Enquanto George Russell garantiu um lugar na primeira fila ao lado de Max Verstappen, Kimi Antonelli ficou apenas em sétimo, cerca de meio segundo atrás do companheiro de equipe.

O resultado chamou a atenção porque Russell utilizou a versão antiga do carro, enquanto Antonelli correu com o pacote de atualizações introduzido na Malásia. Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, reconheceu que a diferença entre os dois carros ainda precisa ser explicada:

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“Depois de um fim de semana difícil na Malásia, decidimos rodar com nossos carros em especificações diferentes neste fim de semana aqui em Singapura. Não é a pista mais fácil para fazer isso, nem com o formato Sprint, já que muitas vezes leva um tempo para ajustar o acerto do carro. Vimos isso hoje, pois, embora estejamos satisfeitos em ver George na primeira fila, isso nos deixou com um pouco de quebra-cabeça para entender por que a atualização não está trazendo o ganho de desempenho que esperamos.”

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

Apesar do bom resultado de Russell, o equilíbrio do W17 não agradou completamente a nenhum dos pilotos. Antonelli, porém, sofreu mais, principalmente nas frenagens e na entrada das curvas, dois pontos importantes para conseguir uma volta rápida nas ruas de Singapura.

“Nenhum dos carros tinha um bom equilíbrio, embora Kimi estivesse com menos confiança na frenagem e na fase de entrada, e é disso que você precisa para atacar uma volta de classificação aqui. Vamos continuar trabalhando para entender por que isso acontece. Temos muitos dados ao nosso redor para tentar fazer algum progresso e, esperançosamente, conseguiremos colocar o carro do Kimi em uma posição melhor para a classificação principal de amanhã.”

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As dificuldades de Antonelli começaram ainda no TL1. O italiano teve problemas para encontrar um equilíbrio consistente ao longo das atividades e não conseguiu extrair o desempenho que esperava do carro atualizado. Aos 19 anos, ele chegou à etapa com expectativas maiores, mas terminou o dia frustrado com o comportamento imprevisível do W17.

O piloto também reconheceu que a Mercedes ainda precisa entender melhor os novos componentes. Para ele, recuperar a diferença de sete décimos apenas com ajustes na pilotagem seria difícil, o que aumenta a importância do trabalho da equipe antes das próximas sessões.

Agora, a Mercedes vai analisar os dados coletados com as duas especificações para tentar encontrar uma solução. Antonelli pretende trabalhar tanto na própria pilotagem quanto com seus engenheiros, incluindo Peter Bonnington, para melhorar o desempenho. A equipe tem até a classificação principal de sábado para tentar deixá-lo mais confortável ao volante, embora ainda não saiba quanto poderá evoluir nesse período.