George Russell e Kimi Antonelli tiveram um primeiro dia de trabalho complicado com o novo pacote da Mercedes no circuito de Sepang. Após os dois primeiros treinos livres para o GP do Bahrein de Fórmula 1, realizado na Malásia neste final de semana, a equipe identificou dificuldades principalmente relacionadas ao equilíbrio do carro e ao superaquecimento dos pneus.
Russell explicou que as condições encontradas em pista, com temperaturas elevadas, asfalto agressivo e as características do circuito, provocaram forte degradação dos pneus. Segundo o piloto britânico, o excesso de temperatura acabou reduzindo parte do ganho esperado com o aumento de carga aerodinâmica proporcionado pelas atualizações.
“Com a quantidade de superaquecimento nos pneus, isso neutraliza ligeiramente o desempenho de qualquer carga adicional que adicionamos com nossa atualização”, afirmou Russell. Ele acrescentou que os carros estão trabalhando em uma janela diferente da habitual e que a Mercedes ainda não conseguiu colocar seu W17 no ponto ideal.

Antonelli também destacou a importância do trabalho realizado nas duas sessões, especialmente para compreender o novo pacote. O italiano afirmou que a equipe conseguiu completar um programa amplo e coletar muitos dados, mas apontou que Red Bull Racing, McLaren e Ferrari apresentaram um ritmo mais competitivo.
“Os carros da Red Bull parecem os mais rápidos tanto em uma volta quanto nas simulações de corrida, com McLaren e Ferrari também competitivas, especialmente com mais combustível”, avaliou Antonelli. O jovem piloto também observou que a pista apresentou pouca aderência e pode evoluir ao longo do fim de semana.
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, confirmou que a equipe esperava mais do novo pacote: “Em vez de vermos o ganho de tempo de volta que esperávamos, ficamos trabalhando em um equilíbrio difícil e em uma quantidade considerável de superaquecimento dos pneus”, acrescentou.
Segundo Shovlin, a situação foi mais preocupante nas simulações de corrida, nas quais a Mercedes apareceu ‘estranhamente distante’ em termos de ritmo. A equipe pretende usar o trabalho no simulador durante a noite para testar mudanças de acerto e analisar os dados, enquanto considera que ainda há margem para melhorar o desempenho em volta rápida.
