Apesar de liderar os campeonatos de Pilotos e Construtores, a Mercedes reconhece que poderia ter aberto uma vantagem ainda maior na temporada 2026 da Fórmula 1. O diretor técnico James Allison admitiu um “certo grau de frustração” com os problemas de confiabilidade enfrentados pela equipe.
O jovem Kimi Antonelli lidera o Mundial de Pilotos com 50 pontos de vantagem sobre o heptacampeão Lewis Hamilton, da Ferrari. George Russell aparece em terceiro, nove pontos atrás de Hamilton. Entre os Construtores, a Mercedes tem 72 pontos de vantagem sobre a Ferrari.
A margem poderia ser maior sem as falhas recentes. Após cinco vitórias consecutivas de Antonelli, problemas na unidade de potência e falhas mecânicas permitiram a aproximação de Ferrari e McLaren. Em Barcelona, o italiano abandonou por um problema na unidade de potência no mesmo dia em que Hamilton venceu pela Ferrari.

Em Silverstone, Antonelli terminou em 16º após um problema com o escudo de roda. Já Russell teve problemas de implantação de energia antes de abandonar na primeira volta em Spa, após um acidente com Hamilton. Na Hungria, um vazamento de água no classificatório e um problema técnico na largada aumentaram as preocupações da Mercedes.
“Pode parecer um pouco mesquinho, mas provavelmente não estou tão satisfeito quanto gostaria”, disse Alisson. “Se alguém tivesse nos oferecido essa posição antes do início da temporada, eu teria aceitado imediatamente. Mas, dada a competitividade do carro que tivemos este ano, acho que deveríamos ter marcado mais pontos do que marcamos.”
“Há um certo grau de frustração em relação a isso em toda a equipe. Ao mesmo tempo, isso significa que estamos ansiosos pela segunda metade da temporada e pela oportunidade de corrigir algumas dessas oportunidades perdidas”, concluiu.
A Fórmula 1 retorna neste final de semana com o GP da Holanda, entre 21 e 23 de agosto.
