A pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein, não foi o momento em que a Mercedes descobriu que seu conceito do W14 não era o correto, pois nos testes no túnel de vento, a equipe já havia percebido que as coisas não estavam bem.
No GP do Bahrein, Lewis Hamilton terminou a corrida em P5 e George Russell em P7. Na Arábia Saudita as coisas foram um pouco melhores para a equipe, com Russell ficando em P4 e Hamilton em P5.
O diretor de engenharia de pista da Mercedes, Andrew Shovlin, afirmou que as respostas para os problemas não estão somente em seu conceito único de ‘zero sidepod’, que tem sido o aspecto mais evidente do W14, bem como de seu antecessor de baixo desempenho, o W13.
“Você pode observar suas taxas de desenvolvimento no túnel de vento, e antes mesmo de chegarmos ao Bahrein, houve conversas sobre a busca por outros conceitos”, disse Shovlin ao Motorsport.com.
“Isso não é olhar isoladamente para o desenvolvimento do carro deste ano, é algo que fizemos ao longo dos últimos dez anos. Se você não está encontrando os ganhos de que precisa, tem que fazer uma mudança maior e explorar outras áreas.”
“Talvez tenhamos adotado a palavra conceito, para significar sidepod. Este carro é uma evolução do carro que tínhamos no ano passado, e muito disso está ligado onde temos a estrutura de impacto lateral. Então agora estamos olhando para alterações maiores, porque é evidente que isso não nos deu o desempenho que gostaríamos”, disse Shovlin.
“Existem outras áreas do carro que sabemos que precisamos melhorar também. Seria muito equivocado pensar que, se colocarmos um sidepod de aparência diferente nele, toda o problema vai desaparecer.”
“A realidade é que a grande maioria dessa lacuna terá que vir de outras áreas de atuação. Temos muitos projetos no momento tentando trazer desempenho nas próximas cinco corridas”, concluiu Shovlin.
