F1: Mercedes prepara nova asa dianteira para GP dos EUA

Mercedes levará ao GP dos Estados Unidos de Fórmula 1, uma nova asa dianteira para tentar corrigir o desequilíbrio aerodinâmico do W17. A peça, testada brevemente por Kimi Antonelli em Singapura, adota um conceito diferente e será importante para definir os próximos passos técnicos da equipe.

O problema surgiu após as atualizações introduzidas em Sepang, que aumentaram a carga aerodinâmica do carro, mas também alteraram sua janela de funcionamento. O resultado foi um equilíbrio excessivamente direcionado à dianteira, comprometendo a previsibilidade e acentuando a instabilidade na traseira.

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A nova asa apareceu pela primeira vez durante o TL1 em Singapura, em um teste inicial destinado à coleta de dados. A Mercedes, porém, decidiu não utilizá-la no restante daquele fim de semana com formato Sprint, devido à disponibilidade limitada de peças sobressalentes e à necessidade de controlar os gastos dentro do teto orçamentário. A equipe preferiu estudar os resultados com mais profundidade durante a pausa no calendário em agosto.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

Essa reformulação na asa, inclui uma nova distribuição de carga entre os flaps e o retorno de uma corda maior no plano principal, estrutura à qual são fixados os dois pilares do bico. A principal novidade é a adoção de dois flaps móveis na asa dianteira, solução introduzida pela Mercedes pela primeira vez nesta temporada.

A mudança pretende recuperar a estabilidade do W17 e ajudar seus pilotos a encontrarem um comportamento mais previsível nas últimas etapas do campeonato. Antes de levar o pacote de Sepang para a pista, os engenheiros esperavam um ganho de aproximadamente três décimos de segundo por volta, mas o desempenho previsto só apareceu parcialmente.

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Por isso, compreender a diferença entre os resultados esperados e os obtidos na pista se tornou uma prioridade para a Mercedes. Embora o regulamento de 2027 preveja uma redução da pressão aerodinâmica por exigência da FIA, estabelecer uma direção técnica consistente com o W17 também será fundamental para orientar o desenvolvimento do próximo carro.