A Mercedes chega à segunda metade da temporada 2026 da Fórmula 1 ainda na liderança, mas Toto Wolff reconheceu que a equipe perdeu terreno no desenvolvimento do carro. Apesar do avanço dos concorrentes diretos, o chefe da equipe mantém confiança no potencial técnico disponível para as doze etapas restantes.
No momento, a Mercedes lidera o campeonato de construtores com 72 pontos de vantagem sobre a Ferrari, enquanto Kimi Antonelli ocupa a primeira posição entre os pilotos, 50 pontos à frente de Lewis Hamilton. O cenário, porém, ficou menos confortável após os adversários conquistarem três vitórias nas últimas cinco corridas, duas da Ferrari e uma da McLaren.
Wolff admitiu que a equipe precisa acelerar o desenvolvimento para sustentar as posições conquistadas na primeira metade do campeonato: “Os campeonatos serão decididos pela execução e pelo ritmo de desenvolvimento que conseguirmos imprimir ao carro nas próximas doze corridas. Embora estejamos um pouco atrás dos nossos rivais em termos de atualizações, ainda temos potencial técnico a explorar e um plano de desenvolvimento claro para alcançá-lo”, afirmou.

O dirigente também reconheceu que a Mercedes deixou oportunidades escaparem e que a diferença de desempenho para os concorrentes diminuiu: “Deixamos alguns pontos escapar. Nossos concorrentes reduziram a diferença de desempenho, e sabemos que o segundo semestre exigirá mais esforço de nossa parte do que o primeiro semestre da temporada”, acrescentou.
A retomada da temporada acontecerá em Zandvoort no próximo final de semana, circuito que representa um desafio particular para a equipe alemã. A Mercedes ainda não venceu o GP da Holanda desde o retorno da prova ao calendário, e terá em 2026 sua última oportunidade antes da saída da etapa do calendário no próximo ano.
“Embora tenhamos chegado perto, nunca vencemos na Holanda na era moderna. Esta é nossa última chance de reverter a situação, e é um desafio que gostaríamos de alcançar”, encerrou Wolff.
