George Russell não deverá sofrer uma penalidade de grid no GP do Azerbaijão de Fórmula 1. A Mercedes alterou o planejamento e decidiu preservar os componentes atuais do carro do britânico para introduzir a próxima evolução da unidade de potência mais adiante.
A troca em Baku vinha sendo tratada como um cenário provável, já que Russell se aproximava do limite de utilização de seus componentes. A nova estratégia, porém, permite que a Mercedes evite colocar uma unidade adicional no carro agora, e consequentemente, não obrigue o piloto a largar no fim do grid.
O objetivo da equipe é estender a vida útil do conjunto atualmente utilizado por Russell até o GP dos EUA, no fim de outubro. É em Austin que a Mercedes espera ter disponível uma evolução do motor de combustão interna, permitindo que o britânico passe diretamente para a versão atualizada.

Até a chegada dessa novidade, a atualização também não deverá ser utilizada pelas equipes clientes da Mercedes, entre elas a McLaren. A prioridade passou a ser administrar os componentes disponíveis e adiar a mudança até o momento considerado mais conveniente.
O planejamento só se tornou possível porque as peças utilizadas por Russell apresentam condições para continuar em serviço. A situação é diferente da enfrentada por Kimi Antonelli, cujas falhas ao longo da temporada provocaram danos que não puderam ser revertidos e contribuíram para a necessidade de recorrer a um quinto motor, além da possibilidade de uma nova penalidade com a introdução do sistema ADUO.
Com os componentes de Russell recuperáveis e uma reserva disponível, a Mercedes ganhou margem para modificar sua programação. Assim, em vez de comprometer o fim de semana no Azerbaijão com uma penalização, a equipe pretende administrar a quilometragem atual e concentrar a chegada do novo motor no GP dos EUA.
