A Mercedes avaliou o desenrolar da temporada 2026 da Fórmula 1 e apontou que na corrida pelo desenvolvimento do carro, ficará um pé atrás em relação às adversárias do grid.
A equipe alemã começou o campeonato de maneira dominante vencendo oito das dez primeiras corridas do calendário. Entretanto, com o desenvolvimento das rivais, estão começando a alcançar – McLaren venceu as duas últimas etapas na Hungria e Holanda.
Andrew Shovlin, engenheiro de pista da Mercedes na F1, explicou que o time deve produzir menos peças de atualização em comparação às demais equipes – Toto Wolff já explicou a situação da limitação de recursos do teto de gastos.
“Ao longo da temporada, provavelmente produziremos um assoalho e um pacote de carroceria a menos do que as outras equipes. Seria possível introduzir peças novas em todas as corridas se houvesse verba para fabricá-las, talvez recorrendo a capacidade de terceiros. A principal limitação é o custo”, explicou.
“Ficaríamos preocupados se a defasagem de desempenho superasse os ganhos que já vemos prontos para sair do túnel de vento. Não é o caso. Estamos razoavelmente confiantes de que grande parte do cenário atual se deve ao cronograma de atualizações, embora Zandvoort também tenha deixado a dúvida se extraímos o máximo do carro”, completou.

Ainda, Bradley Lord confirmou a penalização de Kimi Antonelli para o GP da Itália, esperando que o piloto da casa largue do fundo do pelotão, não apenas perca dez posições no grid. “Para Monza, esperamos que ele [Antonelli] largue do fundo do grid. É provável também que George precise de um conjunto adicional de componentes em algum momento. Esse é o reflexo dos problemas de confiabilidade ocorridos no início da temporada”, falou.
“Já nos arrependemos de aceitar punições em Monza no passado. A degradação costuma ser baixa, os carros rodam com baixo arrasto, gerando, portanto, menos vácuo, e o efeito do DRS é limitado, já que as asas traseiras já são muito eficientes. Este ano, no entanto, Monza é um circuito com baixa demanda de energia e quatro zonas de ultrapassagem. Um piloto não consegue se defender em todas elas; logo, um carro mais rápido deve conseguir avançar com relativa facilidade.”
“O fator principal é o momento em que o equipamento é necessário. Já perdemos motores de combustão interna com quilometragem relativamente baixa, por isso sabemos que precisamos introduzir novos componentes até certo ponto. Se isso coincidir com uma etapa em que largar lá atrás seria particularmente custoso, podemos optar por antecipar a troca”, seguiu.
“Também lideramos ambos os campeonatos; portanto, faz sentido assumir esse prejuízo agora, em vez de aumentar a pressão caso as margens fiquem mais apertadas mais adiante na temporada”, concluiu.
