Kimi Antonelli terminou o GP da Holanda de Fórmula 1 na segunda posição, após receber uma ordem da Mercedes para ultrapassar George Russell. A equipe explicou que a decisão já havia sido discutida antes da corrida e não teve relação com a classificação dos pilotos.
A situação aconteceu depois do período de Virtual Safety Car, quando Antonelli estava em uma estratégia diferente e vinha atrás de Russell. Como o britânico não poderia fazer uma parada sem perder posições para as Ferrari de Lewis Hamilton e Charles Leclerc, a Mercedes decidiu abrir caminho para o italiano.
O vice-chefe de equipe, Bradley Lord, afirmou que Russell inicialmente questionou a instrução, mas compreendeu a razão da decisão. Segundo ele, o assunto já havia sido discutido na reunião estratégica realizada na manhã de domingo.
“Já tínhamos deixado muito claro na reunião de estratégia de domingo, que o pelotão estava muito próximo para nossos pilotos perderem tempo lutando entre si. Essa discussão serviu de base para a decisão”, explicou Lord.

O dirigente também deixou claro que teria tomado a mesma atitude, caso as posições dos pilotos fossem invertidas: “A prioridade era dar ao carro que estava em segundo a melhor chance de atacar, enquanto dava ao carro que estava em terceiro ar limpo e a melhor oportunidade de defender sua posição”, acrescentou Lord.
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista, ainda explicou por que Antonelli não permaneceu à frente de Russell para oferecer ao companheiro de equipe o modo de ultrapassagem. Segundo ele, o ganho seria de aproximadamente dois décimos por volta, mas havia risco de uma situação não ensaiada terminar em contato entre os carros.
Shovlin avaliou que era mais seguro colocar Antonelli à frente, e permitir que Russell tivesse pista livre para defender sua posição. O britânico acabou em terceiro, segurando o ataque de Lewis Hamilton, atuação que o engenheiro classificou como ‘extremamente impressionante’.
