A Red Bull Racing revelou novos detalhes das negociações que levaram Max Verstappen a renovar seu contrato até 2030 com a equipe na Fórmula 1. Segundo o chefe do time, Laurent Mekies, as atualizações recentes no RB22 não foram decisivos para convencer o tetracampeão a permanecer na equipe.
O piloto holandês confirmou sua permanência em agosto, encerrando meses de especulações sobre seu futuro. As conversas ocorreram durante uma fase difícil para a Red Bull, que começou a temporada 2026 distante do ritmo dos concorrentes diretos, mas passou a reduzir gradualmente a diferença com o avanço do desenvolvimento.
Questionado se a equipe já sabia que as atualizações recentes proporcionariam um salto de desempenho capaz de influenciar a decisão de Verstappen, Mekies foi direto. “A resposta curta é não. Não estávamos esperando por uma atualização mágica que deveria nos levar ao desempenho”, afirmou o chefe da Red Bull.
Mekies explicou que o pacote introduzido em Baku, já era considerado internamente a última etapa daquele ciclo de desenvolvimento, enquanto uma nova geometria do assoalho foi posteriormente utilizada em Sepang. O ganho de performance, portanto, fazia parte de uma trajetória planejada, e não de uma solução inesperada que surgiu durante as negociações.

“Naquele momento, sentíamos que provavelmente teríamos dificuldades para fechar aqueles três décimos finais. Então, certamente não era um argumento de negociação ou de convencimento durante as discussões”, acrescentou Mekies.
O foco das conversas esteve, segundo o dirigente, no potencial de longo prazo do projeto. Mekies destacou o trabalho das áreas comandadas por Pierre Waché, no chassi, e Ben Hodgkinson, na unidade de potência, ressaltando a percepção interna de que ainda havia oportunidades de ganho no conjunto.
“Esses foram os tipos de discussões que tivemos com Max, não sobre o pacote de Baku ou qualquer outro pacote, mas sobre o trabalho que estava acontecendo nas equipes de Pierre e Ben e onde sentíamos que havia oportunidades de tempo de volta e oportunidades de longo prazo”, completou.
