A possível concessão de atualizações de desempenho para unidades de potência segue gerando debate na Fórmula 1. Laurent Mekies, chefe da Red Bull, afirmou que a FIA precisa ter “certeza extrema” sobre a hierarquia dos fabricantes antes de conceder os chamados ADUO.
Durante o GP de Mônaco, Lewis Hamilton revelou que a Ferrari receberia duas atualizações pelo sistema ADUO, enquanto a Mercedes teria direito a uma. A informação surgiu após avaliações da FIA indicarem que a Red Bull Powertrains possui atualmente o motor de combustão interna mais forte entre os fabricantes.
Mekies, porém, demonstrou preocupação com a forma como essa análise é realizada. O dirigente destacou que o processo considera apenas o desempenho do motor de combustão interna, sem levar em conta os sistemas elétricos e de recuperação de energia, responsáveis por metade da potência total das unidades de potência da nova geração.

“Certamente, é preciso ter uma certeza extrema na forma como você avalia a hierarquia dos motores de combustão interna”, afirmou Mekies. “Isso é necessário para ter confiança suficiente ao conceder essas atualizações à equipe dominante, e não à equipe que está perseguindo a dominante, especialmente quando existem variações de desempenho de uma pista para outra que são perfeitamente consistentes com a sensibilidade à potência do motor.”
Para reforçar seu argumento, o chefe da Red Bull citou exemplos de diferentes circuitos ao longo da temporada. “Você vai para o Canadá, com alta sensibilidade à potência do motor, e nos classificamos em sexto. Vai para Mônaco, com baixa sensibilidade à potência do motor, e ficamos a quatro centésimos da pole. Depois vai para Barcelona, novamente com alta sensibilidade à potência do motor, e nos classificamos em sexto outra vez.”
Mekies encerrou afirmando que os dados internos da equipe não sustentam a conclusão de que a Red Bull tenha vantagem sobre os rivais. “Não vemos uma única amostra de dados em que nos consideremos à frente da concorrência, muito menos de forma tão consistente acima deles”, concluiu.
