Max Verstappen convive com um problema recorrente no carro da Red Bull Racing durante os finais de semana de GP na temporada 2026 da Fórmula 1, e a equipe admitiu que não vai conseguir resolver isso completamente com o RB22. Segundo o chefe da Red Bull, Laurent Mekies, a questão está ligada à degradação do desempenho ao longo de uma sessão ou corrida.
O problema costuma aparecer principalmente no eixo traseiro e voltou a incomodar Verstappen na sessão de classificação do GP da Itália, quando o piloto holandês chegou a descrever o RB22 como ‘um carro feito de papel’. O tetracampeão também afirmou que já vinha reclamando internamente da situação há muito tempo.
Mekies reconheceu que a Red Bull identificou a existência do problema, mas evitou revelar exatamente sua origem ou a maneira como pretende eliminá-lo: “Acho que Max está certo ao dizer que existe um elemento de degradação do desempenho do carro que acontece durante uma sessão e durante uma corrida”, afirmou o chefe da equipe ao Motorsport.com.

Segundo Mekies, a equipe começou a aplicar em Madri, alguns dos aprendizados obtidos após o sábado em Monza. O comportamento problemático não apareceu no Madring na mesma intensidade, indicando algum avanço no entendimento da questão: “Não temos todas as soluções no carro ainda, mas confio que estamos no caminho certo. Não será rápido, então é algo que provavelmente vai nos acompanhar durante o próximo ano”, acrescentou.
A limitação para 2026 ocorre, porque determinadas alterações exigiriam mudanças maiores no projeto e no chassi do RB22, enquanto o teto orçamentário também restringe as possibilidades ao longo da temporada. Mekies admitiu que o problema pode voltar a aparecer nas próximas corridas: “Existem alguns aspectos do desempenho do carro que às vezes não permanecem no nível ideal. E isso representa tempo de volta significativo”, encerrou o chefe da equipe.
Verstappen já reconheceu que não está na disputa pelo título e tem como principal objetivo buscar uma vitória antes do fim da atual temporada. Caso isso não aconteça, será a primeira vez desde 2015, quando ainda corria pela Toro Rosso (atual Racing Bulls), que o piloto holandês terminaria um ano sem vencer nenhum GP.
