A McLaren passou por uma transformação interna importante para voltar a competir no topo na Fórmula 1. Segundo Randeep Singh, diretor de corrida da equipe, a mudança de liderança ajudou a criar um ambiente sem ‘cultura de culpa’.
O time de Woking enfrentou uma queda de desempenho nos primeiros anos da era turbo-híbrida, período que também marcou o fim da longa gestão de Ron Dennis, que deixou o cargo no fim de 2016. Em 2018, Zak Brown assumiu como CEO e iniciou uma nova fase, enquanto Andrea Stella chegou como chefe da equipe em 2023, dando início a uma forte ascensão que culminou em uma temporada com dois títulos no ano passado.
Para Singh, a estrutura atual, deu aos integrantes da McLaren mais liberdade para desempenhar suas funções sem receio de serem responsabilizados individualmente por erros: “A principal coisa é que a liderança mudou com Andrea e Zak, e acho que isso simplesmente deu poder a todos para fazerem seus trabalhos”, afirmou ao Sky F1.

O dirigente destacou que essa postura é especialmente importante em áreas de alta pressão, como a estratégia, nas quais decisões são tomadas com base em probabilidades e podem resultar em erros: “Não existe nada disso aqui. Você simplesmente continua tentando evoluir. Não se preocupa se há um resultado ruim”, continuou Singh, acrescentando que uma decisão equivocada é analisada para que a equipe entenda o ocorrido e possa evoluir.
Singh também destacou que a mesma abordagem é aplicada independentemente do resultado obtido nas corridas: “Coisas boas, coisas ruins, e você trata tudo da mesma maneira. Isso realmente dá poder às pessoas”, encerrou. Para o diretor, esse ambiente permite que os integrantes da McLaren se concentrem no processo de melhoria contínua, sem que erros individuais criem uma atmosfera de cobrança interna.
