A McLaren está pronta para celebrar um marco histórico na Fórmula 1 neste fim de semana, durante o GP de Mônaco. A equipe considera a prova em Monte Carlo como seu GP número 1000 na principal categoria do automobilismo – mas existem divergências nos números oficiais.
A comemoração acontece quase seis anos depois de a Ferrari alcançar a marca de mil largadas na F1. O simbolismo é ainda maior para a equipe britânica porque foi justamente em Monte Carlo, há 60 anos, que Bruce McLaren disputou a primeira corrida da equipe no certame mundial.
A aparente discrepância está relacionada à forma como a equipe contabiliza suas participações. Embora tenha registrado 1.003 inscrições ao longo da história, a McLaren soma oficialmente 998 largadas em GPs. Ainda assim, o time considera o GP de Mônaco como a corrida de número 1000 devido à inclusão do controverso GP dos Estados Unidos de 2005, disputado em Indianápolis.

Naquela ocasião, os pilotos Juan Pablo Montoya e Kimi Raikkonen iniciaram a volta de formação, mas retornaram aos boxes ao final dela, assim como os demais competidores equipados com pneus Michelin. A decisão foi tomada por questões de segurança relacionadas aos pneus, deixando apenas os três carros com compostos Bridgestone para largar na famosa corrida com apenas seis participantes.
Para a McLaren, o fato de Montoya e Raikkonen terem recebido a luz verde e participado da volta de formação faz com que a prova seja contabilizada em sua trajetória rumo ao número 1000. A equipe considera aquele evento como sua corrida de número 586.
A situação difere do GP da China de 2026, quando Lando Norris e Oscar Piastri não conseguiram sequer iniciar a volta de formação devido a problemas elétricos na unidade de potência. Norris permaneceu nos boxes, enquanto Piastri precisou ser retirado do grid, motivo pelo qual a prova não entrou na contagem oficial da equipe.
