A McLaren espera um dos testes mais exigentes para o MCL40 no GP do Azerbaijão de Fórmula 1 no próximo final de semana. Rob Marshall, diretor técnico e chefe de design da equipe, destacou as características do circuito de Baku e a importância de encontrar o equilíbrio correto entre velocidade e pressão aerodinâmica.
Segundo Marshall, a longa reta e as curvas lentas do traçado exigem compromissos importantes na configuração do carro: “Baku é um circuito de extremos, combinando a reta mais longa da Fórmula 1 com algumas das curvas mais lentas, então há compromissos significativos a administrar”, afirmou.
O dirigente também ressaltou o papel do chamado ‘Modo Reta’, que amplia as possibilidades de utilizar um carro com menor arrasto nas retas sem abrir mão de carga aerodinâmica nas curvas. Ainda assim, Marshall afirmou que o resultado vai depender da capacidade de cada equipe de escolher e executar corretamente as soluções de projeto e acerto.

A gestão de energia terá peso importante no desempenho do MCL40, assim como o controle dos pneus e dos freios. Marshall explicou que os carros chegarão à primeira curva depois da longa reta com esses componentes relativamente frios, acrescentando que a McLaren continua aprendendo sobre os carros atuais e já teve resultados acima e abaixo das expectativas em diferentes etapas da temporada.
O diretor também chamou atenção para os riscos operacionais de um circuito de rua estreito: “Uma pequena falha pode levar a reparos significativos, perda de tempo de pista e recursos desviados do desempenho”, acrescentou.
Marshall também confirmou que a McLaren pretende continuar desenvolvendo o MCL40, mesmo enquanto trabalha no carro do próximo ano: “Nosso foco imediato é entregar mais desempenho e lutar por mais vitórias em 2026, levando conosco tudo o que aprendermos”, concluiu. O time britânico espera que qualquer uma das quatro primeiras equipes possa vencer em Baku, enquanto as demais concorrentes também se aproximaram ao longo do ano.
