A Red Bull e a Ferrari estiveram muito próximas na primeira metade da temporada 2022 da Fórmula 1, mas no decorrer do ano, além do RB18 de Max Verstappen e Sergio Perez ter sido mais rápido, a Ferrari cometeu inúmeros erros, principalmente de estratégia.
Para a temporada 2023, apesar do domínio da Red Bull no ano passado, algumas pessoas acreditam que pode ser diferente. O ex-piloto de F1 que atualmente corre na Stock Car brasileira, Felipe Massa ainda acha difícil dizer algo acertivo sobre isso.
Massa foi questionado pelo La Gazzetta dello Sport, se a Red Bull é a favorita para 2023. “Eles terminaram a temporada passada com um carro muito à frente da concorrência e continuam sendo o time mais forte. É difícil dizer se a penalidade por exceder o limite orçamentário em 2021 vai prejudicá-los.”
A Red Bull ultrapassou o limite de orçamento na temporada 2021, e foi punida pela FIA com uma multa de US$ 7 milhões, e perda de 10% no tempo de túnel de vento em 2023.
O brasileiro sabe que a Ferrari terá que olhar principalmente para si mesma se quiser diminuir a diferença para a Red Bull. “Eles tiveram um ótimo começo em 2022 e depois perderam o rumo devido a problemas de confiabilidade, erros de estratégia e alguns erros de piloto. Mas de qualquer forma, eles não conseguiram acompanhar o ritmo de desenvolvimento da Red Bull, pois para vencer tem que ser perfeito”, acrescentou.
Mattia Binotto, ex-chefe de equipe na Ferrari, foi o responsável pela Scuderia dar um grande passo de 2021 para 2022. O SF21 foi um carro muito mais competitivo do que nas duas temporadas anteriores, mas não foi o suficiente para Binotto manter o emprego, devido aos problemas ocorridos ao longo do ano. O italiano, que trabalhava na Ferrari há mais de 20 anos, deixou a equipe após o encerramento da temporada 2022.
Foi perguntado para Massa, se isso foi certo: “Conheço Mattia desde que eu era piloto de testes na Ferrari e o considero um engenheiro muito bom, que fez muito pela equipe, primeiro como diretor técnico e depois como chefe de equipe”, disse Massa. “Mas houve muitos erros no ano passado e talvez também um problema de relacionamento com a alta administração e John Elkann (Presidente da Ferrari). Alguém teve que pagar o preço por isso, mesmo que Binotto não fosse o único culpado”, concluiu Massa.
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