F1: Malásia pode tentar voltar ao calendário após público recorde em 2026

A Malásia estuda levar a Fórmula 1 de volta ao circuito de Sepang de forma regular, depois que a corrida realizada no local este ano sob o nome de GP do Bahrein, gerou um impacto econômico estimado em US$ 233 milhões. O governo avalia a possibilidade de receber a categoria anualmente ou dividir uma vaga no calendário com outro país.

Segundo informações divulgadas no próprio país, o ministro da Juventude e dos Esportes, Mohammed Taufiq Johari, afirmou que já houve conversas preliminares entre o primeiro-ministro Anwar Ibrahim e a administração da F1 sobre um retorno ao calendário. Uma comissão interministerial analisa agora os custos, o retorno financeiro esperado e as condições da pista para sediar novamente uma etapa.

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Sepang recebeu a categoria todos os anos entre 1999 e 2017, mas deixou o calendário diante da queda nas vendas de ingressos e do aumento das despesas para organizar a prova. A realização excepcional este ano mudou o cenário, pois o evento reuniu cerca de 261 mil pessoas durante o fim de semana, incluindo aproximadamente 103 mil no dia da corrida.

De acordo com Taufiq, mais de 97 mil ingressos foram vendidos, contra cerca de 30 mil na última edição do GP da Malásia, em 2017. O ministro também informou que mais de 50 mil turistas estrangeiros e aproximadamente 5 mil trabalhadores estrangeiros estiveram presentes. O valor de quase 950 milhões de ringgits malaios, equivalente a cerca de US$ 233 milhões, foi atribuído à Formula One Management (FOM).

Circuit atmosphere - track detail.
Foto: XPB Images

Apesar dos números, o custo continua sendo um obstáculo: “Organizar a F1 não é barato. Envolve despesas bastante substanciais e há vários aspectos importantes que precisamos avaliar”, afirmou Taufiq, segundo a Reuters. Ele acrescentou que o governo precisa verificar se os mesmos retornos seriam obtidos todos os anos e se a infraestrutura está preparada, sem comprometer os recursos destinados à formação de atletas e a outras modalidades esportivas.

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O modelo financeiro da corrida deste ano foi diferente do habitual, pois o Bahrein cobriu as taxas de hospedagem da FIA e FOM em colaboração com o circuito de Sepang. Segundo as informaações, a Malásia gastou entre 10 milhões e 16 milhões de ringgits na preparação este ano, enquanto estimativas anteriores do circuito apontavam custos anuais de cerca de 300 milhões de ringgits, aproximadamente US$ 73 milhões.

Um relatório da comissão deve ficar pronto até o fim de novembro e será encaminhado ao Gabinete, que decidirá os próximos passos. Uma alternativa seria dividir uma vaga com outro país, como já ocorre com Spa e Barcelona em temporadas alternadas. A disputa por espaço no calendário da F1 também aumentou, após o anúncio de um acordo de dez anos para uma futura corrida na capital de Ruanda, Kigali, prevista para 2030 ou pouco depois disso.