F1: Madring pode expor limite dos carros atuais

A crítica de Max Verstappen aos carros de 2026 como pouco responsivos, terá um teste importante no novo circuito de Madring. Com 22 curvas e sem histórico de dados de corrida, o traçado de Madri pode evidenciar justamente a característica dos carros atuais que incomoda o tetracampeão de Fórmula 1.

Em entrevista à BBC, publicada na quarta-feira (09), Verstappen afirmou que os regulamentos atuais funcionam como um ‘estrangulamento’, obrigando os pilotos a tirar o pé, frear mais cedo e administrar a utilização de energia em vez de simplesmente atacar as curvas. Segundo o piloto holandês, as rápidas adaptações de Yuki Tsunoda e Liam Lawson nas substituições que fizeram recentemente, também seriam um indicativo de que os carros atuais reduzem as diferenças entre os competidores.

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O Madring tem 5,416 km e combina trechos estreitos próximos ao centro de exposições IFEMA com setores mais rápidos em Valdebebas. O ponto mais particular é a La Monumental, uma curva inclinada de 550 metros com gradiente de 24%, enquanto o traçado completo exige mudanças constantes de comportamento ao longo das 22 curvas.

A configuração escolhida para a estreia, também aumenta a importância do comportamento dos carros nas curvas. A FIA limitou o uso da aerodinâmica ativa a apenas duas zonas de ‘Modo Reta’, o que significa que os pilotos passarão pelos segundo e terceiro setores utilizando carga aerodinâmica máxima.

Circuit atmosphere - track detail.
Foto: XPB Images

O próprio Verstappen reconheceu a dificuldade do desafio: “Será muito difícil, pois essa não é uma pista fácil”, afirmou. Ele acrescentou que, mesmo depois de várias voltas no simulador, ainda é complicado sair completamente satisfeito de uma volta.

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Carlos Sainz, que já completou uma volta inteira no Madring, mas não com um carro de F1, apresentou uma avaliação mais positiva sobre a questão energética. Segundo ele, o circuito não deve sofrer tanto com problemas de gerenciamento de energia graças às fortes frenagens, que oferecem oportunidades frequentes de regeneração.

A Williams, contudo, adotou uma postura mais cautelosa e classificou Madri como um dos exercícios mais complexos de gerenciamento de energia da temporada. A equipe britânica destacou que a decisão de fazer determinadas curvas sem aliviar o acelerador ou com uma redução de ritmo, poderá modificar significativamente a utilização de energia no restante da volta.