F1: Lindblad admite erro em Madri, mas reforça sua postura de arriscar

Arvid Lindblad se defendeu em relação ao acidente que sofreu durante o TL2 do GP da Espanha de Fórmula 1 em Madri, e afirmou que como novato na categoria, precisa ter espaço para cometer erros. O piloto da Racing Bulls destacou que vinha andando no limite ao longo da temporada e que esse acidente acabou afetando sua preparação para o restante do final de semana.

O britânico havia registrado o quarto melhor tempo da sessão antes de bater na curva 13, causando danos no lado direito do carro. A consequência foi uma perda significativa de confiança, especialmente importante em um circuito de rua, além de praticamente perder o TL3 e chegar na sessão de classificação bem menos satisfeito do que esperava.

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“Perdi muita confiança, que é muito importante em um circuito de rua, perdi basicamente todo o TL3 e não estava feliz na sessão de classificação, mas consegui fazer uma volta e chegar ao Q3”, afirmou Lindblad à imprensa.

Para o jovem piloto, o acidente mudou diretamente o rumo de sua preparação: “Definitivamente acho que, se não tivesse batido, a trajetória até a sessão de classificação teria sido muito diferente, e eu estaria muito mais feliz”, disse ele. Ainda assim, Lindblad não pretende se cobrar excessivamente pelo erro.

Arvid Lindblad (GBR) Racing Bulls Formula One Team in the FIA Press Conference.
Foto: XPB Images

“É algo para aprender, e no fim, não vou me culpar por bater, porque é algo inevitável. Estive muito no limite este ano, fui muito rápido, e foi minha décima vez no Q3 na temporada. Tenho ‘permissão’ para cometer erros e vou aprender com isso”, acrescentou.

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Apesar do contratempo, Lindblad conseguiu se recuperar e terminou a corrida em nono, alcançando seu nono resultado nos pontos em sua temporada de estreia e o oitavo nas últimas nove corridas. Seu melhor resultado até então havia sido o sexto lugar em Mônaco.

O piloto também destacou sua capacidade de reagir depois de momentos difíceis: “Acho que é bom ter mostrado novamente, e mostrei durante todo o ano, que quando as coisas ficam difíceis, ainda consigo me recuperar”, concluiu, citando ainda problemas enfrentados no Japão e em Budapeste antes de reconhecer que, dessa vez, o erro em Madri teve maior responsabilidade própria, mas afirmou estar satisfeito com a maneira como conseguiu reagir.