F1: Liberty registra forte queda nas receitas no segundo trimestre

A Liberty Media registrou uma forte redução nas receitas e no lucro operacional no segundo trimestre do ano, apesar de manter uma avaliação positiva sobre a Fórmula 1. A empresa atribuiu parte do impacto às mudanças provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

Nos primeiros seis meses do ano, a receita caiu 15% na comparação com o mesmo período de 2025, chegando a US$ 1,381 bilhão. O lucro operacional ficou em US$ 180 milhões, enquanto o OIBDA ajustado, indicador calculado antes de depreciação e amortização, recuou 30%, para US$ 311 milhões.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

A queda foi ainda mais acentuada nos números isolados do segundo trimestre. A receita diminuiu 38%, para US$ 764 milhões, enquanto o lucro operacional foi de US$ 73 milhões. O OIBDA ajustado recuou 61% e terminou o período em US$ 139 milhões.

Mesmo diante dos resultados, Derek Chang, presidente e CEO da Liberty Media, afirmou que a companhia mantém confiança em seus principais ativos. “A demanda por nossas marcas continua robusta e resiliente, e seguimos encontrando soluções criativas para lidar com as incertezas globais”, declarou. O executivo também destacou as oportunidades de crescimento da MotoGP e o avanço comercial sustentado pela expansão do alcance da F1 e pelo maior envolvimento dos fãs.

Sergio Perez (MEX) Cadillac Formula 1 Team CA01.
Foto: XPB Images

O relatório apontou que os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita não foram realizados em suas datas previstas por causa do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. A etapa do Bahrein será disputada na Malásia em outubro, levando novamente o calendário a 23 corridas.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

Stefano Domenicali também apresentou uma avaliação otimista. “Esta temporada mostrou o melhor do nosso esporte, com corridas competitivas e histórias fascinantes, impulsionando um forte envolvimento dos fãs. Público, audiência e impressões digitais cresceram até aqui”, afirmou o CEO da F1.

Domenicali destacou ainda que a audiência ligada à parceria com a Apple aumentou na comparação anual, enquanto o total de horas assistidas subiu 13%. O dirigente citou também a extensão contratual de dez anos em Las Vegas e os acordos com ServusTV e Pirelli como sinais de continuidade do crescimento comercial.

“Continuamos concentrados em fortalecer as bases do esporte ao lado das equipes e da FIA, entregando a melhor experiência possível aos fãs dentro e fora das pistas”, concluiu.