Charles Leclerc terminou a sessão de classificação para o GP de Mônaco de Fórmula 1 com sentimentos mistos, após um sábado marcado por velocidade, mas também por dificuldades para controlar o comportamento de seu carro da Ferrari. O monegasco vai largar apenas da quarta posição depois de bater na barreira de proteção em sua última tentativa no Q3.
O resultado foi especialmente frustrante, porque Leclerc mostrou ritmo competitivo ao longo do final de semana. Após cometer um erro em sua primeira volta rápida no Q3, ele chegou a assumir provisoriamente a pole position em sua segunda tentativa, antes de ser superado por Kimi Antonelli, Max Verstappen e Lewis Hamilton.
Na volta decisiva, quando tentava recuperar posições, o piloto da Ferrari tocou a barreira na curva Tabac, e precisou encerrar sua participação na sessão. Segundo Leclerc, a volta estava sendo muito forte até o momento do incidente.
“A última volta estava realmente no limite e acredito que era uma volta muito boa até aquele ponto, mas eu nunca consegui completá-la. Tive um pouco de ar sujo naquela tentativa e perdi a traseira na entrada da curva 12. Não havia tráfego diretamente à frente, mas o ar sujo foi suficiente para comprometer o carro”, afirmou.
O monegasco revelou que continua enfrentando dificuldades com o comportamento do carro da Ferrari, problema que já havia sido apontado na etapa anterior no Canadá. De acordo com ele, a sensação ao frear tem sido imprevisível, tornando mais difícil extrair o máximo desempenho do carro.
“A principal questão, é que eu realmente não sei o que vou encontrar no momento. Toda vez que piso no freio é uma espécie de descoberta”, disse ele. O piloto preferiu não entrar em detalhes técnicos, mas destacou que a inconsistência tem sido um dos maiores obstáculos nas últimas corridas.

Leclerc explicou que as dificuldades aumentam quando os pneus não estão na faixa ideal de funcionamento: “Tem sido extremamente inconsistente e tenho sofrido bastante com isso, tanto em Montreal quanto aqui. Quando os pneus não estão na janela correta, tudo fica ainda mais complicado”, acrescentou.
Segundo o piloto da Ferrari, pequenas variações no comportamento do carro acabam gerando consequências significativas em um circuito como Mônaco: “Estamos falando de detalhes, mas estar dentro ou fora da janela ideal faz uma enorme diferença. Todas essas pequenas coisas têm um impacto muito grande e venho enfrentando dificuldades com isso recentemente”, concluiu o monegasco, que agora tentará recuperar posições na corrida de domingo, largando da quarta colocação.
