Charles Leclerc não demonstra preocupação com a situação financeira da Ferrari dentro do teto de custos da Fórmula 1. O monegasco afirmou confiar plenamente na gestão de Fred Vasseur diante do intenso ritmo de atualizações adotado pela equipe este ano.
Após onze etapas realizadas na temporada 2026, a Ferrari levou novas peças ao SF-26 em praticamente todos os finais de semana de corrida. A estratégia contrasta com Mercedes, McLaren e Red Bull Racing, que concentraram seus esforços em pacotes maiores de atualização, acompanhados por mudanças menores de forma mais espaçada.
Já a Ferrari optou por uma evolução contínua, buscando ganhos graduais em vez de esperar por grandes pacotes. Vasseur defendeu a escolha ao explicar que o benefício pode ser maior quando uma melhoria permanece disponível por mais tempo: “É melhor ter alguns décimos por cinco corridas do que alguns décimos nas duas últimas”, afirmou.
Lewis Hamilton também apoiou a estratégia e destacou que as atualizações frequentes nem sempre representam grandes mudanças no carro: “Temos levado atualizações fim de semana após fim de semana. Esperamos ter mais na segunda metade do ano, e continuamos pressionando”, afirmou o heptacampeão, destacando o foco em melhorias constantes.

O ritmo da Ferrari, porém, chamou a atenção de Toto Wolff. O chefe da Mercedes admitiu surpresa com a capacidade da equipe italiana de continuar introduzindo peças novas, e questionou quanto espaço ainda haveria no teto de custos: “Na minha opinião, eles devem ficar sem dinheiro em breve, dinheiro do teto de custos, porque nós não conseguimos fazer isso”, declarou Wolff.
Leclerc, por outro lado, não vê motivo para preocupação: “Nisso, confio no Fred mais do que em qualquer coisa”, disse ele, explicando que existe um esforço da equipe para acelerar a produção e tornar o desenvolvimento mais eficiente: “Tenho certeza de que Fred está cuidando disso. Então, estou preocupado? Não estou, porque confio plenamente no Fred e sei que ele sabe o que está fazendo”, encerrou o piloto monegasco.
